- Em 2017, na Base Naval de Lisboa, a Severo & Monteiro assinou um ajuste direto de €19.240 para casacos e dolman, e a A. da Costa assinou €75.268 para distintivos e vestuário, ambos com os mesmos donos (marido e mulher).
- As empresas tinham o mesmo objeto social (comércio de vestuário e têxteis) e foram tratadas como se fossem concorrentes, apesar de serem de mãos dadas.
- Na altura, Henrique Gouveia e Melo era o comandante da Base Naval de Lisboa.
- A prática de adjudicações com empresas de mesmos donos continuou nos anos seguintes na Marinha, mesmo depois de Gouveia e Melo ter deixado a BNL em 2020 e ter passado a Chefe do Estado Maior da Armada em 2021.
- O título da reportagem indica que Gouveia e Melo assinou oito destes contratos na Marinha.
Diz-se que houve falhas de separação entre concorrência e relação empresarial na Marinha, com adjudicações a empresas que tinham os mesmos donos. No centro da polémica estão oito contratos assinados por Henrique Gouveia e Melo quando era comandante da Base Naval de Lisboa (BNL), em 2017.
As operações envolveram a Severo & Monteiro e a A. da Costa, ambas registadas com o mesmo objeto social: comércio de vestuário e têxteis. Em julho de 2017, a Severo & Monteiro assinou um ajuste direto de 19 mil euros para casacos e dolman, na BNL, em Cascais/Alfeite.
Dias antes, a 19 de julho, a A. da Costa assinou na mesma base um contrato de 75 mil euros para distintivos, galões e divisas. As empresas são descritas como tendo os mesmos donos, um casal, apesar de atuarem como supostos concorrentes.
Nesta fase, o caso integra investigações em curso, com várias adjudicações a entidades com sócios comuns. Gouveia e Melo tem alegado não ter conhecimento de quem eram os proprietários das empresas envolvidas.
Mudanças de tema e contexto
A notícia sublinha a evolução de contratos ao longo de 2017 a 2021 na Marinha, incluindo períodos em que Gouveia e Melo já não ocupava a BNL, mas ocupava cargos superiores no Estado-M-M. O foco permanece na verificação de eventuais conflitos de interesse.
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