- Mais de 15.000 combatentes iemenitas, apoiados pela Arábia Saudita, estão destacados ao longo da fronteira com o Iémen desde a tomada de vastas áreas por separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos no mês passado.
- Um responsável militar iemenita disse à AFP que não recebeu instruções para avançar.
- Os separatistas do sul afirmam que os ataques atribuídos à Arábia Saudita não os deterão e mostram abertura a entendimentos de segurança no sul.
- Segundo Amr al-Bidh, os combates em Hadramout causaram mortos e feridos entre os seus; não está claro o número de feridos.
- A escalada aumenta a tensão regional e complica a coligação apoiada pela Arábia Saudita na luta contra os huthis no norte do país.
Mais de 15.000 combatentes iemenitas, apoiados pela Arábia Saudita, estão concentrados ao longo da fronteira com o Iémen desde que separatistas tomaram vastas zonas no mês passado. A informação foi prestada por um responsável militar iemenita, que pediu para não ser identificado.
As áreas envolvidas ficam junto aos territórios capturados recentemente por um movimento separatista apoiado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU). O objetivo destes combatentes é manter a posição junto à fronteira, segundo a mesma fonte.
Aviso de sabotagem e próxima escalada
Hoje, o Conselho de Transição do Sul, alinhado com os EAU, afirmou que houve ataques aéreos contra as forças sulistas na província de Hadramout. A AP relata que ainda não há confirmação de feridos, enquanto o grupo promete manter a pressão para restituir direitos no sul.
O representante Amr al-Bidh indicou que os combatentes atuam no leste de Hadramout após sofrerem várias emboscadas. Dois combatentes morreram e 12 ficaram feridos, segundo o jornal, com ataques aéreos sauditas a seguir.
Contexto regional e implicações
O conflito no sudeste intensifica as tensões entre Riade e Abu Dhabi, que apoiam lados opostos no Iémen. O governo reconhecido mantém Áden como sede, após a tomada de Sana e de grande parte do norte pelos huthis desde 2014.
A região continua sob vigilância internacional, numa altura em que as potências da região discutem o futuro do sul do Iémen e o papel de cada aliado na coalizão que combate os huthis no norte. A situação na fronteira sudeste permanece volátil.
Entre na conversa da comunidade