- Fevereiro de 2026 foi o mês mais chuvoso dos últimos 47 anos em Portugal, com 241,7 mm de precipitação no continente, cerca de 329% acima da média de 1991-2020.
- O mês foi também o quinto Fevereiro mais chuvoso registado; em locais como Mora, Lavradio (Barreiro) e Alvalade do Sado (Santiago do Cacém) choveu até cinco vezes acima do habitual.
- O ano hidrológico, iniciado a 1 de outubro de 2025, atingiu 924 mm até ao final de Fevereiro, cerca de 1,8 vezes a média, sendo o mais chuvoso dos últimos 30 anos.
- No fim de Fevereiro, todos os concelhos tinham solo com mais de 60% de água, com saturação próxima no Norte, interior Centro e Nordeste transmontano.
- Copérnico aponta Fevereiro extremo para a Europa, com temperatura média de 11,58 ºC no continente (1,72 ºC acima da normal) e ondas de calor em Bragança e Guarda entre 21 e 26 de Fevereiro.
O mês de Fevereiro de 2026 revelou-se o mais chuvoso dos últimos 47 anos em Portugal, segundo o IPMA. O valor total de precipitação no continente atingiu 241,7 milímetros, 329% acima da média 1991-2020. Em várias localidades, como Mora, Lavradio e Alvalade do Sado, as precipitações chegaram a quintuplicar o habitual.
Ao mesmo tempo, Fevereiro foi também relativamente quente. A temperatura média no continente ficou nos 11,58 ºC, 1,72 ºC acima da normal climatológica. Entre 21 e 26 de Fevereiro verificou‑se uma onda de calor em quatro localidades do norte, com 26 novos extremos de temperatura registados em Portugal.
Este excesso de chuva acumulou já 924 milímetros no ano hidrológico 2025/2026 (a iniciar a 1 de Outubro de 2025), cerca de 1,8 vezes a média. No conjunto, o período é o mais chuvoso dos últimos 30 anos e o sexto desde 1931, conforme boletim do IPMA.
País saturado de água
No fim de Fevereiro, todos os concelhos tinham solos com água superior a 60%. Regiões Norte, interior do Centro e interior alentejano aproximaram‑se da saturação, com Nordeste transmontano já em sobressaturação.
Contexto europeu e climático
O Copérnico aponta Fevereiro de 2026 como extremo em toda a Europa, destacando anomalias de dias chuvosos entre 1 de Janeiro e 20 de Fevereiro. Os especialistas apontam também para o papel de rios atmosféricos na intensificação de tempestades e precipitação extrema.
Portugal integra o conjunto de países onde as alterações climáticas se refletem em eventos mais intensos, com cheias rápidas e riscos de deslizamentos, especialmente em zonas de solos saturados. Mesmo com o tempo chuvoso, a maré de calor regional aumenta a probabilidade de ocorrências climáticas extremas, a prever-se para a primavera.
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