- O primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis anunciou a imposição de um limite máximo às margens de lucro sobre os preços dos combustíveis, para evitar especulação decorrente da crise no Médio Oriente.
- A medida, com horizonte de aplicação de três meses, visa limitar os lucros de postos de abastecimento e supermercados.
- Mitsotakis não anunciou medidas mais restritivas, ao contrário do que fizeram Croácia e Hungria, que já limitaram os preços dos combustíveis.
- O objetivo é impedir aumentos artificiais das margens quando os preços internacionais sobem, num contexto de instabilidade económica.
- A situação regional envolve ataques entre EUA/Israel e Irão, com retaliações do Irão em várias regiões, e impactos reportados em países como França, Chipre, Azerbaijão e Turquia.
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, anunciou hoje a imposição de um limite máximo às margens de lucro sobre os preços dos combustíveis. A medida tem como objetivo evitar especulação em plena escalada de preços, associada ao conflito no Médio Oriente. Mitsotakis explicou que a limitação abrange também produtos de supermercados.
A decisão prevê um horizonte de aplicação de três meses e destina-se a impedir aumentos artificiais das margens por parte de postos de abastecimento e retalhistas. A meta é manter os preços ao consumidor dentro de níveis estáveis durante o período de vigência.
O Governo helénico considera a medida necessária face à instabilidade económica gerada pelo conflito regional, salientando que o teto não é uma solução permanente, mas uma resposta temporária a uma situação de сейчас volatilidade dos mercados.
Contexto internacional e económico
Paralelamente, a União Europeia tem assistido a respostas distintas a fenómenos de subida de preços de combustíveis. Na Croácia e na Hungria, já foram anunciados tetos de preços por motivos de proteção aos consumidores, enquanto a Grécia optou por uma abordagem menos invasiva neste momento.
Em França, o preço do gasóleo atingiu dois euros por litro pela primeira vez desde 2022, num sinal adicional da pressão inflacionista ligada a fatores externos. No terreno militar, os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, ataques contra o Irão. Em retaliação, o Irão tem feito ataques a alvos em Israel e a bases norte-americanas na região, com incidências em diversos países vizinhos.
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