- Em janeiro de 2026, Murça tem o metro quadrado mais baixo de Portugal, a 438 euros, enquanto Grândola, no concelho de Setúbal, registra o valor mais alto, a 9.979 euros por m².
- O preço médio nacional das casas anunciadas é de 3.670 euros por m²; Lisboa é o distrito mais caro (5.776 euros/m²) e a Guarda aparece no fim da tabela (743 euros/m²).
- Há 87.122 imóveis no mercado para venda, sendo a maioria apartamentos (mais de 51 mil) frente a mais de 35 mil moradias; o stock total transacionado representa 53 mil milhões de euros (30 mil milhões em apartamentos e 24 mil milhões em moradias).
- No mercado de rendas, o preço médio é de 16,54 euros por m²; Lisboa lidera (20,89 euros/m²) e as rendas mais baixas verificam-se em Oliveira de Frades (1,97 euros/m²) e Mora é o mais caro (34,39 euros/m²).
- O Observatório do Imobiliário Nacional destaca que a procura está mais informada e cautelosa, com escassez estrutural de oferta persistente e evolução de preços mais contida, especialmente nas áreas metropolitanas.
Murça tem o metro quadrado mais barato de Portugal, enquanto Grândola lidera com o custo mais alto. O Observatório do Imobiliário Nacional, criado pelo Doutor Finanças, usa dados dinâmicos de anúncios online para compilar estes números. Em janeiro de 2026, Murça fixou 438 euros/m². Grândola atingiu 9.979 euros/m².
A notícia aponta que o preço médio nacional dos imóveis anunciados é de 3.670 euros/m². Lisboa aparece como o distrito mais caro (5.776 euros/m²), enquanto a Guarda fica no fim da tabela com 743 euros/m². A disparidade entre regiões é significativa.
Estão em venda 87.122 casas, sendo mais da metade (56 mil) apartamentos e o restante moradias. O valor de mercado total dos imóveis a transacionar é estimado em 53 mil milhões de euros, com cerca de 30 mil milhões em apartamentos e 24 mil milhões em moradias.
Entre os municípios mais caros, para além de Grândola, seguem-se Cascais (7.637 euros/m²) e Loulé (6.123 euros/m²). Nos mais acessíveis, Carrazeda de Ansiães regista 484 euros/m², e Oleiros fica nos 497 euros/m².
Acesso à habitação e rendas
O observatório compara rendimento líquido médio de um casal por distrito com a prestação de crédito à habitação, usando TAN de 2,9% e 30 anos. Em Madeira, um casal precisa de 70% do rendimento para uma renda de apartamento T2; em Portalegre, apenas 14%.
Para rendas, o valor médio a 1 de janeiro foi 16,54 euros/m². Lisboa é o distrito com rendas mais caras (20,89 euros), seguido pela Madeira (16,15) e Faro (16,07). As rendas mais baixas ficam em Vila Real (5,18) e Bragança (6,29).
Perspetivas para o mercado em 2026
O estudo aponta uma mudança de comportamento na procura: mais informada, cautelosa e menos impulsiva. O custo total da propriedade passa a influenciar decisões. Dados do INE corroboram a desaceleração das subidas de preços.
A procura internacional mostra maior maturidade, com foco na qualidade, estabilidade jurídica e utilização efetiva da habitação. A escassez de oferta continua como principal entrave ao mercado imobiliário nacional.
Arrendamento e investimento
No arrendamento, a pressão de preço deve manter-se devido à oferta limitada. A estagnação na oferta dificulta o alívio significativo das rendas em 2026. Do lado dos investidores, o crédito permanece atrativo, mas já não depende de valorização automática.
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