- Cerca de 22% da população empregada trabalha à distância, total ou parcialmente, o que está a redesenhar o mapa habitacional de Portugal.
- A casa passou a ter função de trabalho; a tipologia T3 ganhou protagonismo, com divisões multifuncionais a substituir a prioridade na localização.
- Periferias ganham peso: Amadora, Loures, Odivelas, Seixal, Sesimbra e Oeiras destacam-se pela procura, enquanto regiões como Fundão, Idanha-a-Nova e Oliveira do Hospital ganham fôlego pela conectividade.
- Surgem projetos com espaços de coworking e salas partilhadas em edifícios, como Docks (Matosinhos) e Condomínio Selva (Lisboa), juntando habitação e trabalho.
- No segundo trimestre de 2025, o preço mediano da habitação chegou a 2.065 euros por metro quadrado, com taxas de esforço acima de 35% do rendimento disponível em várias áreas urbanas.
A adoção do teletrabalho está a redesenhar o mercado habitacional em Portugal. Hoje, cerca de 22% da população empregada trabalha à distância total ou parcialmente, levando a uma mudança na forma como as pessoas escolhem casa.
A casa deixou de ser apenas lugar de descanso. Passa a ser espaço de trabalho, estudo e convivência, com a procura de maior flexibilidade e luz natural a ganhar protagonismo. O T3 surge como tipologia-chave para acomodar funções multifuncionais.
O peso das periferias na nova geografia
Com o centro a perder parte do atractivo, as periferias ganham expressão. Concelhos como Amadora, Loures, Odivelas, Seixal, Sesimbra e Oeiras destacam-se pela procura em crescimento. Em zonas mais rurais, Fundão, Idanha-a-Nova e Oliveira do Hospital também registam aumento de procura.
Casas pensadas para o trabalho
Mercado imobiliário já oferece projetos com espaços de coworking, salas partilhadas e plantas flexíveis. Exemplos como o Docks, em Matosinhos, e o Condomínio Selva, em Lisboa, antecipam habitar o edifício com funções profissionais sem perder conforto.
O preço mediano da habitação em 2025 situou-se nos 2.065 €/m², com a procura por moradias maiores a crescer mais rapidamente desde 2019, principalmente em áreas suburbanas. A conectividade digital passou a ser fator-chave de valorização.
A casa como centro da vida
A ideia de comprar casa passou a considerar o espaço para todas as dimensões da vida moderna, não apenas a proximidade a transportes. O conceito de compartilhar espaços de trabalho dentro de casa ganha força como resposta a uma rotina cada vez mais híbrida.
Este artigo baseia-se em dados da Zome e do INE, refletindo a evolução do mercado habitacional em Portugal.
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