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Imobiliário comercial sobe 10% com estrangeiros a representar mais de metade

Investimento em imobiliário comercial cresce 10% em 2025, com estrangeiros a representar 60% do total e o retalho a liderar, escritórios em recuo

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Setor imobiliário
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  • O investimento em imobiliário comercial em 2025 subiu dez por cento face a 2024, para cerca de 2.670 milhões de euros, com o capital estrangeiro a representar 60% do total.
  • Na distribuição setorial, o retalho ficou com 29%, os escritórios com 26% e a hotelaria com 20%.
  • Ativos alternativos, como residências estudantis e séniores, representaram 13% do investimento, enquanto industrial e logística ficaram com 11%.
  • A descida na absorção atingiu escritórios, com Lisboa a recuar 23% e Porto 51%, e logística a cair 30%; a hotelaria manteve-se resiliente com mais de 80 novos hotéis e 4.800 camas adicionais.
  • As yields reduziram-se em geral, com Lisboa a manter 5% nos escritórios, Porto 6,5%; logística 5,5%; comércio de rua 4% e centros comerciais 6,15%. A habitação acessível é apontada como desafio e oportunidade para 2026, com foco em build to rent.

O imobiliário comercial em Portugal cresceu 10% em 2025 face a 2024, culminando em cerca de 2.670 milhões de euros. O capital estrangeiro representou 60% do total investido, segundo a Cushman & Wakefield (C&W).

A distribuição por setores mostra o retalho na dianteira, com 29% do investimento, seguido pelos escritórios com 26% e pela hotelaria com 20%. Ativos alternativos, como residências de estudantes e séniores, ficaram com 13%, e o segmento industrial e logístico com 11%.

No âmbito operacional, verificou-se uma descida nos níveis de absorção em escritórios, com quedas de 23% em Lisboa e 51% no Porto face a 2024, e de 30% no setor logístico, conforme o informe da consultora.

A análise aponta ainda para uma redução de 20% no número de novas aberturas no retalho, embora com dinamismo no sector da restauração. A hotelaria manteve-se resiliente, com mais de 80 novos hotéis e 4.800 camas adicionais.

A Cushman & Wakefield indica que os resultados não são desanimadores, lembrando que 2024 foi um ano excepcional. Existem negócios previstos para o final de 2025 que devem ser concluídos nos primeiros meses de 2026.

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