- Desde 01 de outubro até 01 de janeiro, cerca de 92 mil hectares de produção agrária foram inundados, com mais de 57 mil famílias afetadas em oito províncias; 163 casas ficaram destruídas e 11 inundadas.
- Sofala é a região mais afetada, com mais de 54 mil hectares inundados, atingindo mais de 41 mil produtores; a Zambézia registra mais de 35 mil hectares inundados; Inhambane tem impactos residuais, com cerca de 120 hectares.
- Entre as culturas mais afetadas estão arroz, milho, feijões, mandioca e batata-doce.
- Em Sofala também houve impacto na piscicultura: 180 tanques, pelo menos 30 destruídos, 40 gaiolas perdidas, mais de 116 mil alevinos e cerca de 390 piscicultores prejudicados.
- No setor pecuário registaram-se danos em mais de 170 infraestruturas, afetando cerca de 143 mil animais e envolvendo aproximadamente 200 criadores.
Pelo menos 92 mil hectares de área agrícola ficaram inundados desde o início da presente época das chuvas em Moçambique, afetando mais de 57 mil famílias em oito províncias. A avaliação foi divulgada esta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP).
A área afetada representa 1,8% da área semeada nas regiões atingidas, que abrangem Inhambane, Maputo (cidade e província), Sofala, Tete, Manica, Zambézia e Nampula, no centro e norte do país.
Sofala concentra a maior parte das perdas, com mais de 54 mil hectares inundados de um total de cerca de 211 mil hectares semeados, atingindo mais de 41 mil produtores. Zambézia segue, com mais de 35 mil hectares inundados, num total de aproximadamente 1,3 milhões de hectares semeados.
Inhambane regista impactos residuais, com cerca de 120 hectares inundados. Entre as culturas mais afetadas estão arroz, milho, feijões, mandioca e batata-doce, segundo o MAAP.
Situação setorial e impactos adicionais
As cheias atingiram também 180 tanques piscícolas em Sofala, destruindo pelo menos 30, além da perda de 116 mil alevinos em 40 gaiolas, prejudicando cerca de 390 piscicultores.
No sector pecuário foram registados danos em mais de 170 infraestruturas, afetando cerca de 143 mil animais e envolvendo aproximadamente 200 criadores, de acordo com a nota oficial.
Entre 1 de outubro e 1 de janeiro, 163 casas ficaram total ou parcialmente destruídas, e outras 11 ficaram inundadas devido às intempéries.
Antecipação e contexto climático
As autoridades ativaram, a 28 de dezembro, ações de antecipação às cheias, após alertas de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos intensos, em cinco províncias do centro e norte. O mecanismo foi acionado devido à previsão de cheias nas bacias dos rios Montepuez, Megaruma, Muaguine, Rovuma, Monapo e Licungo.
Moçambique continua a enfrentar fenómenos climáticos extremos, com o país descrito como um dos mais afetados pelas alterações climáticas globais, o que implica períodos de cheias, ciclones e também de seca prolongada. No último ciclo, o Presidente indicou que entre 2024 e 2025 houve milhares de feridos e milhões afetados por tempestades associadas aos ciclones.
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