- Projeto de uma central de biogás e biometano em Monforte, Portalegre, com investimento de 18,5 milhões de euros, em consulta pública até 3 de fevereiro.
- A consulta pública de licenciamento ambiental teve início a 22 de dezembro de 2025, segundo o portal Participa.
- A produção prevista inclui biogás purificado para biometano e recuperação de dióxido de carbono, usando efluentes pecuários e águas residuais do bagaço de azeitona de um lagar.
- A central ocupará cerca de 53.270 metros quadrados numa propriedade rural junto à unidade industrial da Oleoalegre; produção máxima: 4.018 toneladas/ano de biometano e 7.528 toneladas/ano de CO₂.
- Durante a construção (14 meses) deverão trabalhar em média 15 pessoas; a exploração deve arrancar no segundo semestre de 2027, com impactos positivos a sobrepor os efeitos negativos.
O projeto para a construção de uma central de biogás e biometano em Monforte, no distrito de Portalegre, aguarda aprovação em consulta pública até 3 de fevereiro. O investimento aponta para 18,5 milhões de euros e está sinalizado no portal Participa, com início da fase de licenciamento ambiental a 22 de dezembro de 2025.
A central vai produzir biogás, que será purificado para gerar biometano, com recuperação de dióxido de carbono. As matérias-primas principais são efluentes pecuários e águas residuais resultantes da extração de óleo do bagaço de azeitona, provenientes de um lagar próximo. A área ocupada deverá totalizar cerca de 53 270 metros quadrados numa exploração rural na proximidade da unidade industrial da Oleoalegre.
Detalhes de produção e cronograma
A capacidade instalada, considerando funcionamento contínuo, será de 4 018 toneladas anuais de biometano e 7 528 toneladas de CO2. A produção depende do tratamento de cerca de 154 700 toneladas por ano de efluentes e águas residuais de bagaço de azeitona. Estima-se que o digestor anaeróbio gere 61 GWh de biometano por ano.
A construção está prevista para durar 14 meses, com início ainda este ano, e a exploração está prevista para arrancar no segundo semestre de 2027. Durante a fase de obras deverão trabalhar, em média, 15 pessoas. Globalmente, o promotor sustenta que os impactos positivos ultrapassam os negativos, destacando um baixo nível de impacto em ambas as fases.
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