- Um grupo de caçadores furtivos bloqueou a Estrada Nacional 1, na povoação de Salamanga, distrito de Matutuine, Maputo, dificultando a circulação de viaturas.
- O chefe de fiscalização do Parque Nacional de Maputo foi agredido; um comandante da polícia de proteção do ambiente e um fiscal ficaram também retidos durante o incidente.
- Anteriormente, fiscais com mandado de busca e captura balearem mortalmente um suposto caçador, que se dedicava há anos à caça furtiva de elefantes e de outras espécies, transportando mais de quatro animais abatidos.
- A Moçambique Bio afirma que as autoridades estão a dispersar os caçadores e a EN1 continua interrompida na região.
- Segundo dados da Administração Nacional das Áreas de Conservação, Moçambique tem cerca de 10 mil elefantes visados pela caça furtiva; a legislação de conservação prevê penas até 16 anos de prisão para envolvidos.
O Parque Nacional de Maputo esteve no centro de um confronto entre caçadores furtivos e forças de segurança. Um suposto caçador foi baleado mortalmente, e, na sequência, caçadores bloquearam a EN1 e agrediram o chefe de fiscalização, raptaram um comandante da polícia de Proteção do Meio Ambiente e um fiscal. A informação é da Mozambiqué Bio (MozBio).
Segundo a MozBio, o incidente ocorreu na sequência do abatimento do homem baleado, que transportava mais de quatro animais abatidos na viatura. A organização descreve a agressão ao chefe de fiscalização como brutal, e indica que o comandante da polícia ambiental e o fiscal ficaram reféns.
O episódio aconteceu na semana passada e terá ocorrido na povoação de Salamanga, distrito de Matutuine, na província de Maputo. As imagens da MozBio mostram o fiscal caído, cercado por pessoas enquanto se tentava protegê-lo.
De acordo com a MozBio, os caçadores furtivos provocaram agitação entre a população, bloqueando a Estrada Nacional 1 e impedindo a circulação normal de viaturas. As autoridades policiais alegadamente procederam à dispersão dos agressores.
A caça furtiva continua a representar uma ameaça à vida selvagem em Moçambique, apesar de relatos de diminuição de abates de elefantes nos últimos anos. A ANAC aponta que existem cerca de 10 mil elefantes no país, ainda visados por caçadores.
Moçambique mantém uma lei de conservação da biodiversidade com penas que podem chegar a 16 anos de prisão e multas para mandantes, caçadores e traficantes. O objetivo é enfrentar o negócio ilegal de vida selvagem.
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