- A COP30 evidenciou fragilidade dos compromissos climáticos, com financiamento e Contribuições Nacionalmente Determinadas aquém do esperado, influenciados por lobistas.
- As projeções indicam que a temperatura média global pode exceder 1,5°C em 2026, colocando em questão o objetivo do Acordo de Paris.
- Tuvalu encontra-se em reassentamento de população, apoiado por acordo bilateral com a Austrália, com vistos climáticos sorteados para mudança.
- A União Europeia adiou a aplicação de novas regras para prevenir a desflorestação, passando a valer a partir de 30 de dezembro de 2026 para grandes operadores e 30 de junho de 2027 para micro e pequenas empresas.
- O multilateralismo está em crise: há crítica à desproporção de representatividade, incluindo povos indígenas, e à eficácia das negociações climáticas.
O evento COP30 demonstrou fragilidades no alcance de compromissos reais para a transição energética, com críticas ao papel dos lobistas nas negociações. O objetivo de limitar o aquecimento a 1,5°C permanece, mas persiste a percepção de falta de eficácia do multilateralismo.
Durante o encontro, as promessas de financiamento climático e de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) ficaram aquém do esperado, apesar das grandes expectativas criadas pelo lema “Mutirão”. A conferência suscitou debates sobre representatividade e governança.
Em paralelo, os impactos climáticos ganham contornos mais visíveis. O nível do mar aumenta acima de previsões, e vários Estados insulares enfrentam pressões para reassentamento. Tuvalu articula acordo bilateral com a Austrália para realojamento de familiares com vistos climáticos.
Deslocamentos e impactos climáticos
O arquipélago de Tuvalu está a ser reassentado por meio de um acordo com a Austrália, com sorteios anuais de vistos climáticos para famílias mudarem de território. O fenómeno reforça a seriousness dos impactos ambientais no Pacífico.
Nevões, calor extremo e eventos climáticos extremos mantêm-se como preocupações globais, afetando países de várias regiões. Os cenários científicos apontam para a necessidade de respostas rápidas e coordenadas.
Despesas regulatórias atrasadas
A União Europeia anunciou o adiamento da aplicação das regras de prevenção à desflorestação. As novas regras entram em vigor a partir de 2026 para grandes empresas e 2027 para micro e pequenas empresas, após aprovação parlamentar.
A mudança prorroga o cumprimento de obrigações ambientais por parte de grandes operadores, com impactos na supervisão e na rastreabilidade de cadeias de abastecimento. Analistas destacam a importância de alinhamento com metas climáticas.
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