- O calor e a humidade atuais na Alemanha criam condições favoráveis para mosquitos, especialmente para o mosquito comum e o mosquito-tigre asiático em expansão.
- O mosquito doméstico reproduz-se em água parada (poças, barris de recolha de chuva); o mosquito-tigre é mais adaptável, formando ovos em pequenos restos de água de objetos como pratos de vasos.
- As populações podem gerar várias gerações por verão, atingindo o pico no final de agosto; períodos de seca podem reduzir os números.
- O mosquito-tigre asiático pode transmitir vírus como dengue e chikungunya, mas ainda não há transmissão autóctone na Alemanha; tem vindo a expandir-se do sudoeste para norte.
- O vírus do Nilo Ocidental, transmitido por mosquitos comuns, já se encontra disseminado na Alemanha, com 14 casos em 2025; Berlim tem presença permanente.
A combinação de calor e humidade na Alemanha cria condições favoráveis para mosquitos, destacando o mosquito comum autóctone e o mosquito-tigre asiático, este último em rápida expansão. Especialistas indicam que o tempo húmido favorece várias gerações por verão.
Para o mosquito doméstico, as crias surgem sobretudo em água parada, como barris de recolha de água ou poças. Já o mosquito-tigre encontra-se em locais com restos de água em pratos de vasos ou regadores, o que facilita a reprodução em áreas urbanas.
A bióloga Doreen Werner, do Centro Leibniz de Investigação em Paisagens Agrícolas (ZALF), afirma que o período de maior atividade ocorre no fim do verão, com pico de população em agosto. Períodos de seca extrema reduzem as populações pela falta de água.
O mosquito-tigre asiático é objeto de investigação pela sua origem tropical e pela possibilidade de transmitir vírus como dengue e chikungunya. Embora não haja cadeias de transmissão autóctones na Alemanha, a presença tem sido documentada, sobretudo no sudoeste do país, com previsão de expansão para norte.
O mosquito comum já transmite o vírus do Nilo Ocidental, segundo o Instituto Robert Koch. Em 2025, foram registados 14 casos na Alemanha, números que incluem infecções adquiridas no estrangeiro. Muitos casos são assintomáticos, dificultando a medição da incidência real.
Além disso, mosquitos comuns e o tigre asiático podem atuar como vetores de filárias nematóides, como Dirofilaria immitis e Dirofilaria repens, que afetam principalmente animais, sobretudo cães, e, ocasionalmente, humanos.
Finalmente, há interesse público em medidas de proteção individual. Recomenda-se o uso de repelentes com substâncias ativas comprovadas. O óleo de coco é frequentemente citado como suposto repelente natural, mas a eficácia contra o mosquito-tigre ainda não é comprovada.
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