- Em três dias, a área ardida em Portugal aumentou 14 040 hectares, desde 1 de julho até este sábado.
- O incêndio de Vouzela, deflagrado na madrugada de quinta-feira, permanece ativo e é responsável pela maior parte da área queimada, tendo já avançado para outras zonas.
- As chamas alastraram-se a Oliveira de Frades, Tondela (uma aldeia rodeada pelas chamas) e Águeda, a 32 quilómetros de Vouzela; a frente de Cercosa foi a mais preocupante.
- Ao final da tarde de sábado estavam no terreno 1 287 bombeiros, apoiados por 428 veículos e oito meios aéreos, com apoio de força estrangeira.
- O estado de alerta deve manter-se na próxima semana, com temperaturas ainda elevadas; o primeiro-ministro pediu à população que colabore e que a vigilância permaneça apertada para prevenir novos incêndios.
No espaço de três dias, o fogo consumiu 14 040 hectares em Portugal, desde 1 de julho até este sábado. O incêndio mais intenso concentra-se em Vouzela, que deflagrou na madrugada de quinta-feira e, até ora, não está contido. Grande parte da área ardida foi registada neste fogo, que chegou a rodear a aldeia de Cercosa ao fim da tarde de sábado. Conjunto de frentes espalha-se por Oliveiro de Frades, Tondela e Águeda.
Ao longo deste período, centenas de operacionais têm sido mobilizados para enfrentar as chamas. No terreno estavam, neste sábado, 1287 bombeiros, com 428 veículos e oito meios aéreos. Além de equipas nacionais, contam-se também membros da Unidade Militar de Emergência de Espanha e aviões canadianos, enviados por Portugal, além de aeronaves de Marrocos. Itália também disponibilizou duas aeronaves para apoio.
Desdobramentos e resposta
O autarca de Vouzela, Carlos Oliveira, confirmou a frente mais preocupante junto à aldeia. As condições continuam adversas, com tempo quente e propagação atribuída ao calor persistente. Ao pôr do sol, o dispositivo de combate estava musculado para enfrentar múltiplas frentes.
No briefing de fim de tarde na ANEPC, em Carnaxide, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou a manutenção do estado de alerta na próxima semana, apesar de melhorias moderadas nas temperaturas. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu à população que coopere com as autoridades para prevenir danos adicionais. A vigilância permanece apertada para evitar novas ocorrências.
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