- Incêndio deflagrou às 03h04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, no concelho de Vouzela, distrito de Viseu.
- Dois bombeiros voluntários ficaram ligeiramente feridos e houve duas vítimas ligeiras devido ao fumo.
- Dez moradores das aldeias Matadagas e Mansores, em São João do Monte, Tondela, foram retirados e alojados no centro paroquial e no quartel de Vale de Besteiros.
- Os residentes descrevem uma espera angustiante, sem saber como está a casa nem quando poderão regressar.
- Pelas 15h00 estavam no terreno 988 operacionais, apoiados por 321 veículos e oito meios aéreos.
O fogo deflagrou no concelho de Vouzela, no distrito de Viseu, e já obrigou à evacuação de duas aldeias da serra do Caramulo, em São João do Monte, Tondela. O incêndio teve início às 03h04 de quinta-feira em Tourelhe, Cambra, e permanece ativo nos momentos iniciais de evacuação.
Em Matadagas e Mansores, 10 pessoas ficaram fora das casas, transferidas para o centro paroquial e para as instalações dos Bombeiros Voluntários de Vale de Besteiros, a poucos metros. Duzentas camas foram disponibilizadas para descanso durante o período de alerta.
Entre os evacuados, está uma família com um idoso de 88 anos, retirada na noite de ontem. Um dos moradores de Matadagas relatou ter ficado para tentar apagar o fogo, acabando por desmaiar devido à fumaça e decidir abandonar a habitação. O grupo de Mansores inclui 16 residentes, com alguns apoiando-se mutuamente.
Desdobramentos
O fogo já provocou duas vítimas ligeiras, bombeiros voluntários de São Pedro do Sul e de Vouzela, ambos afetados pela inalação de fumo. O balanço de operacionais, até ao início da tarde, aponta 988 agentes no terreno, com 321 veículos e oito meios aéreos em operação.
Os evacuados permanecem no centro paroquial, onde recebem apoio básico e alimentação. Em Matadagas, alguns camiões foram retirados para uma zona considerada mais segura pela freguesia de São João do Monte, mantendo-se a comunicação com residentes que permanecem em contacto com familiares.
As autoridades advertiram para a necessidade de manter a vigilância constante, dada a evolução incerta do incêndio e as alterações de condições meteorológicas na região. A origem e a motivação do fogo continuam a ser investigadas pelas autoridades competentes.
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