- A rotura em uma conduta adutora foi reparada, mas o restabelecimento integral do abastecimento será faseado pelos SMAS de Almada.
- O fornecimento está a ser restabelecido gradualmente nas zonas Monte de Caparica, Lazarim, Palhais, Alto do Índio, Vale Flores e Costa da Caparica.
- Devido à área abrangida pela rotura, a água chegará às torneiras em momentos diferentes.
- Uma petição com quase quatro mil assinaturas exige medidas urgentes para reduzir os cortes de água, com preocupações sobretudo na Costa da Caparica, Sobreda e Capuchos.
- A ERSAR pediu esclarecimentos aos SMAS Almada sobre a situação, que é explicada pelos serviços municipais como resultado de temperaturas elevadas e aumento da população sazonal que aumentou o consumo.
A rotura que interrompeu o fornecimento de água em seis localidades de Almada já foi reparada. O restabelecimento integral será feito de forma faseada, devido à área afetada pela avaria na conduta.
Segundo os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada, a intervenção no Monte de Caparica, Lazarim, Palhais, Alto do Índio, Vale Flores e Costa da Caparica ficou concluída, e o abastecimento está a ser restabelecido progressivamente. A água chega aos munícipes em momentos diferentes conforme a zona.
Ainda assim, a ligação entre as zonas afetadas e o ritmo de recuperação geram incerteza para alguns residentes, que aguardam a normalização total do serviço. O fenómeno foi descrito como resultado de temperaturas elevadas e do aumento populacional sazonal.
Supervisão regulatória e mobilização cívica
A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) pediu esclarecimentos aos SMAS de Almada para compreender as circunstâncias da interrupção e a resposta aos utilizadores. A ERSAR acompanha o caso e supervisiona o setor.
De forma secundária, a comunidade tem acusado falhas recorrentes no abastecimento. Uma petição com quase quatro mil assinaturas exige medidas urgentes para reduzir impactos na Costa da Caparica, Sobreda e Caparicas, entre outros pontos.
Acarreta também relatos nas redes sociais de falta de água ou de redução de pressão em áreas como Laranjeiro e Feijó. Os peticionários destacam cortes prolongados em horários críticos, afetando famílias e estabelecimentos comerciais.
SMAS justificou, numa comunicação anterior, que Almada enfrenta um período de elevada exigência no sistema de abastecimento, atribuída ao calor e ao aumento da procura sazonal. O objetivo é evitar novos constrangimentos durante o verão.
Movimentos locais já divulgaram ações para exigir soluções. Um cordão humano silencioso está marcado para a Costa da Caparica, em julho, reforçando o apelo pela resolução rápida da situação. Os organizadores asseguram que a mobilização é cívica e pacífica.
Dados oficiais indicam que Almada tem cerca de 203 mil habitantes, com crescimento relativamente significativo face a 2011. A cidade continua a enfrentar desafios de gestão hídrica face ao aumento de população e aos padrões de consumo.
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