- Um estudo da Universidade Nova de Lisboa analisou mais de cinco centenas de fósseis em seis locais de Portugal, revelando que os ursos pardos do Plistocénico eram, em muitos casos, maiores que os atuais, com alguns a superar os 300 kg.
- Actualmente, os ursos ibéricos pesam aproximadamente 140 kg nos machos e 100 kg nas fêmeas, contrastando com os pesos do passado.
- A redução de tamanho está associada à pressão humana e à alteração de habitats ao longo de milénios.
- Algumas populações antigas apresentavam características semelhantes às do urso-das-cavernas, sugerindo ocupação de nichos ecológicos semelhantes na ausência deste último.
- O urso pardo está extinto em Portugal desde o século XIX devido à ação humana.
Os ursos pardos que viviam na Península Ibérica há milhares de anos tinham massas muito superiores às actuais. Um estudo recente da Universidade Nova de Lisboa revela que, ao longo do Plistocénico, estes animais passaram por uma redução significativa de tamanho.
A investigação analisa mais de 500 fósseis de seis locais em Portugal, incluindo Gruta da Furninha, Gruta das Fontainhas e Gruta do Escoural. O objetivo é compreender a evolução, a morfologia e os fatores paleoambientais que influenciaram o urso pardo (Ursus arctos) na região.
Resultados principais
Segundo os autores, os ursos do passado eram, em muitos casos, maiores e mais robustos, com exemplares a ultrapassar os 300 kg. Hoje, o peso varia entre cerca de 140 kg nos machos e 100 kg nas fêmeas, demonstrando uma queda substancial em comparação com os animais antigos.
Causas e contexto histórico
A redução de tamanho está associada principalmente à pressão humana e à alteração de habitats ao longo de milénios. Os investigadores destacam que algumas populações antigas já apresentavam características semelhantes às do urso-das-cavernas, sugerindo nichos ecológicos partilhados.
Dados adicionais e conclusão
O urso pardo ficou extinto em Portugal no século XIX, penando sobretudo pela ação humana e por mudanças ambientais. O estudo, publicado na Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, reforça a importância de compreender a história evolutiva da espécie para interpretar alterações de habitat na região.
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