- O novo presidente da Fundação Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques, pretende que a Mata Nacional do Bussaco seja uma referência internacional de conservação e turismo da natureza, com várias frentes em curso para acelerar intervenções prioritárias.
- A estratégia assenta em três pilares: prevenção florestal, limpeza e vigilância; recuperação do edificado; e conservação da biodiversidade.
- A Fundação está a preparar candidaturas a fundos comunitários e já reuniu com entidades públicas para identificar oportunidades de financiamento.
- As necessidades de investimento são significativas: limpeza da mata e remoção de árvores caídas pode custar cerca de 1,5 milhões de euros; recuperação do muro, cerca de 1 milhão de euros; e requalificação de casas de alojamento turístico entre 500 e 600 mil euros.
- A renda do concessionário atual é de cerca de 50 mil euros por ano, enquanto o novo concurso prevê uma renda anual de aproximadamente 400 mil euros; faltam dois anos para as comemorações dos quatrocentos anos da primeira pedra do convento.
A Mata Nacional do Bussaco poderá tornar-se uma referência internacional em conservação e turismo da natureza, segundo o novo presidente da Fundação Mata do Bussaco. Gonçalo Breda Marques afirmou à Lusa, poucos meses após tomar funções, que já trabalha em várias frentes para acelerar intervenções prioritárias e captar investimento.
A estratégia do presidente centra-se em três pilares: prevenção florestal, limpeza e vigilância; recuperação do edificado; e conservação da biodiversidade. O objetivo é recuperar a floresta, o património histórico e valorizar o Bussaco enquanto destino turístico e espaço de referência ambiental.
O Bussaco apresenta um conjunto de características marcantes, com cerca de 250 espécies arbóreas de várias partes do mundo e um património que se estende ao longo de quase quatro séculos, envolvendo também valores naturais, religiosos e culturais. A prioridade é tornar o espaço nacional e internacionalmente conhecido.
Para avançar, Gonçalo Breda Marques aponta para investimentos significativos, com foco na recuperação do ecossistema e de infraestruturas danificadas: a Fundação já está a preparar candidaturas a fundos comunitários. O diagnóstico inicial indica necessidade de recursos para várias frentes.
Entre as intervenções destacadas, está a limpeza da Mata e remoção de árvores caídas, estimando-se um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros apenas para esta componente. A recuperação do muro que delimita os 105 hectares da Mata representa também um desafio relevante, com estimativa de um milhão de euros.
As intervenções incluem ainda a recuperação de casas destinadas ao alojamento turístico, hoje sem condições de receber visitantes, com estimativas entre 500 e 600 mil euros. A Fundação admite que as receitas próprias não bastam para estes custos.
O presidente mencionou ainda o processo de concessão do Bussaco Palace Hotel. Espera-se que a resolução ocorra com celeridade, uma vez que a renda atual do concessionário é de cerca de 50 mil euros anuais, enquanto o novo concurso poderá fixar uma renda de aproximadamente 400 mil euros por ano.
A Fundação já reuniu com o secretário de Estado das Florestas, o Turismo de Portugal e procurou contatos junto do Ministério do Ambiente para identificar oportunidades de financiamento comunitário. O tempo reduzido antes das comemorações dos 400 anos da primeira piedra do convento carmelita é visto como um momento decisivo para o Bussaco.
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