- O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) recusou falar sobre guarda-sóis em frente a concessões de praia, afirmando que já disse o que tinha a dizer.
- A declaração ocorreu no dia em que arrancou a época balnear após a visita à praia de Vila Praia de Âncora, onde foi concluída uma obra de reposição de areias.
- A APA explicou, a 2 de junho, que banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, consideradas áreas de uso privado, com limites de trinta por cento da área útil e cinquenta por cento da frente de praia.
- O presidente da Associação de Concessionários de Praia e Bares da zona Norte disse que a colocação de guarda-sóis está ultrapassada e que o convívio entre banhistas tem sido saudável.
- A DECO PROteste indicou que banhistas podem colocar toalhas e chapéus-de-sol desde que não ocupem zonas de segurança; a ministra do Ambiente lembrou o acesso livre ao areal, com exceções, e a Federação Portuguesa de Concessionários de Praia sinalizou dúvidas na sinalização dessas áreas.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) recusou comentar, neste sábado, a colocação de guarda-sóis em frente às concessões de praia. A reação ocorreu durante a visita à praia de Vila Praia de Âncora, em Caminha, no início da época balnear, onde foi concluída uma obra de reposição de areias.
A APA já esclarecera, a 2 de junho, que banhistas podem colocar chapéus-de-sol frente às concessões, entendidas como áreas de uso privado. Estas áreas não podem ocupar mais de 30% da área útil da praia nem 50% da frente de banho.
Reações setoriais
O presidente da Associação de Concessionários de Praia e Bares da zona Norte considerou que a colocação de guarda-sóis em frente a zonas concessionadas é uma questão ultrapassada e destacou que o convívio entre banhistas tem sido saudável. Salientou que, onde houver necessidade, as situações são corrigíveis.
A DECO PROteste alertou, na sexta-feira, que toalhas e chapéus-de-sol podem ser usados na frente das concessões, desde que não ocupem zonas de segurança devidamente assinaladas.
A 5 de junho, a ministra do Ambiente reiterou que o areal continua de acesso livre, salvo nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, sublinhando que cabe aos municípios definir estas áreas e divulgar os planos de praia.
A Federação Portuguesa de Concessionários de Praia (FPCP) afirmou que a legislação está a ser aplicada, ao mesmo tempo que avançou dúvidas sobre a sinalização das zonas de chapéus-de-sol nos areais.
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