- Um pastor de Montalegre perdeu 25 ovelhas num ataque de lobos no passado sábado, gerando prejuízos significativos.
- Nesta madrugada, ocorreu novo ataque no mesmo concelho, com um bovino morto e outro ferido, ambos da raça Angus, causando prejuízos relevantes ao produtor.
- O Grupo de Criadores do Norte diz que os ataques de lobos já afectam várias regiões do Norte e põem em causa explorações agro-pastoris.
- Os pastores denunciam atrasos no pagamento de compensações e dizem que há relatos de que, em muitos casos, não são reunidas provas suficientes para justificar os apoios.
- A ministra do Ambiente anunciou um novo decreto-lei para reforçar a proteção do lobo ibérico, a apresentar no âmbito do Plano Nacional de Restauro da Natureza, com envio a Bruxelas até setembro.
Um pastor de Montalegre perdeu 25 ovelhas num ataque de lobos ocorrido no último sábado, resultando num expressivo prejuízo económico. O incidente insere-se num padrão de ataques que tem vindo a registar-se em várias regiões do Norte de Portugal, afetando a sustentabilidade de explorações agropastoris.
O presidente do Grupo de Criadores do Norte indicou que já na segunda-feira teve conhecimento de mais um ataque no mesmo concelho, desta vez a um bovino e a um indivíduo ferido. O gado em causa era de raça Angus, com embriões importados dos EUA, representando meses de trabalho. Os responsáveis alertam para o impacto económico severo e para a continuidade das explorações.
Segundo a direção, os ataques são uma realidade diária para os produtores, com imagens de agressões recebidas com regularidade. Os pastores receiam que, com o Programa Alcateia (2025-2035), haja maior proteção ao lobo-ibérico e mais ataques ao gado perto de aldeias, mesmo com vedações e cães de guarda.
Azevedo descreve ainda a aflição das zonas de Montalegre e do Minho, onde os lobos atacam a qualquer hora do dia. Em Viana do Castelo, também há registos de ataques, incluindo cavalos da raça Garrano, aumentando a preocupação entre criadores locais.
Paralelamente, persiste o atraso no pagamento de compensações pelos ataques. O grupo refere que diversos casos deste ano ainda não foram pagos e que, entre janeiro e fevereiro, muitos autos não ficaram concluídos, mantendo o produtor com documentação sem pagamento. Azevedo aponta que, apesar de provas de ataque de lobos, os autos não chegam.
Nos últimos meses, o Governo sinalizou a intenção de apresentar um novo decreto-lei para reforçar a proteção do lobo-ibérico. O documento surge no âmbito do PNUR, elaborado com o Ministério da Agricultura, com prazo de entrega a Bruxelas até setembro.
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