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Ambiente aprova com condições projeto de hidrogénio verde em Sines

APA aprova condicionadamente o projeto de hidrogénio verde em Sines, impondo uso exclusivo de água de reutilização ou do mar e rigorosa monitorização ambiental

Antiga central termoelétrica de Sines, em processo de desmantelamento até 2028, é o local para a implementação do projeto de hidrogénio GreenH2Atlantic
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  • A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aprovou o projeto GreenH2Atlantic, em Sines, com condicionantes ambientais, incluindo o uso exclusivo de água de Reutilização (ApR) ou água do mar para a eletrólise e refrigeração.
  • O consórcio Hytlantic, liderado pela EDP e Galp, com Bondalti, Martifer e Vestas, planeia uma unidade de hidrogénio verde com eletrolisador de 100 MW, alimentada por energia solar e eólica.
  • Cerca de 30% do hidrogénio produzido será encaminhado para a refinaria da Galp em Sines; o restante pode seguir para a Rede Nacional de Transporte de Gás (REN Gasodutos).
  • A APA estabeleceu dezenas de medidas de minimização e monitorização, incluindo proteção de recursos hídricos, biodiversidade, património cultural, ruído/poeiras e um Plano de Emergência Interno.
  • O projeto tem apoio da União Europeia (cerca de 92 milhões de euros), depende de uma decisão final de investimento e de eventuais ligações a uma rede de transporte de hidrogénio (ou, em alternativa, um gasoduto dedicado). O objetivo é criar o primeiro hub de hidrogénio verde na Zona Industrial e Logística de Sines.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aprovou, com condições, o projeto GreenH2Atlantic em Sines, no distrito de Setúbal. A Declaração de Impacte Ambiental (DIA), emitida no final de maio, foi consultada pela Lusa. O parecer é favorável, mas condicionado a requisitos ambientais rigorosos.

O consórcio Hytlantic, liderado pela EDP e pela Galp, com Bondalti, Martifer e Vestas, planeia produzir hidrogénio por eletrólise nas instalações da antiga central térmica de Sines. A unidade deverá ter 100 MW de eletrólisação, alimentada por energia solar e eólica.

Cerca de 30% do hidrogénio produzido será encaminhado para a refinaria da Galp em Sines, com o restante a seguir para a rede nacional de gás, através da REN Gasodutos. A água para eletrólise e refrigeração deve ser reaproveitada ou proveniente do mar.

Condições ambientais e monitorização

A DIA impõe mais de uma centena de medidas de minimização, com forte foco em recursos hídricos, meio marinho e biodiversidade. Inclui planos de monitorização, gestão de ruído e poeiras, e um Plano de Emergência Interno.

A APA exige ainda ações de gestão de habitats numa área mínima de 58,63 hectares, no âmbito de áreas protegidas do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em articulação com o ICNF. O objetivo é beneficiar espécies como o sisão.

A Hytlantic afirmou ver o processo como um marco e comprometeu-se a analisar as recomendações da APA. O promotor vai prosseguir com estudos para confirmar a viabilidade económica e avançar para a licenciamento ambiental.

A concretização do projeto depende de uma decisão final de investimento e de enquadramento regulatório favorável ao hidrogénio verde. O projeto inclui uma ligação à rede de infraestrutura da REN Gasodutos.

Caso a rede de transporte não avance, a empresa admite construir um gasoduto dedicado para ligar a renovável à refinaria e à rede de gás existente. A unidade terá capacidade máxima de cerca de 1,7 t/h de hidrogénio.

O financiamento da iniciativa recebeu apoio europeu, totalizando 92 milhões de euros. O promotor planeia, ainda, a construção de um hub de hidrogénio verde na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS).

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