- O Governo descreve a limpeza de florestas como globalmente positiva, mas admite que a área intervencionada ainda não tem valor consolidado.
- Há dez mil intenções de corte de árvores, correspondentes a quarenta e um mil hectares, e 17.400 quilómetros de caminhos florestais desobstruídos.
- A operação envolve uma média diária de cerca de 350 operacionais, apoiados por mais de 80 viaturas e 13 máquinas de rastos.
- Foram criadas Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP 2.0) e foram alocados mais de 40 milhões de euros para acelerar a remoção de madeira e a limpeza.
- O Governo avança que ainda falta consolidar a área total limpa e que o trabalho deverá prolongar-se para reduzir o risco de incêndio antes do Verão, com medidas adicionais de apoio até 2,5 milhões de euros por empresa.
O Governo afirma um balanço globalmente positivo da limpeza de florestas e terrenos após as tempestades do início do ano, mas admite que a operação ainda está em curso. O objetivo é reduzir o risco de incêndio num território ainda marcado por árvores derrubadas.
Segundo o Magrim, não existe ainda um valor consolidado da área intervencionada. A depressão de início de 2026 atingiu especialmente a região Centro, com queda de milhões de árvores e dificuldades de circulação e segurança.
O Ministério destaca uma resposta rápida e determinada, incluindo um mecanismo extraordinário de intervenção na propriedade privada para agir quando proprietários não avançam com a limpeza. A medida é inédita no país.
Progresso e Desafios
Ao todo, foram registadas mais de 10.700 intenções de corte, correspondentes a cerca de 41 mil hectares, apresentadas na plataforma do ICNF. Em março, o número de registos era cerca de 6 mil. A verificação de execução permanece em curso.
No terreno, a operação mantém uma média diária de 350 operacionais, com mais de 80 viaturas e 13 máquinas de rastos, acrescidas de equipamentos cedidos por autarquias e forças armadas. A coordenação envolve várias entidades.
Entre os indicadores de execução, já foram desobstruídos perto de 17.400 quilómetros de rede viária florestal. Os acessos estratégicos estão recuperados e operacionais, facilitando vigilância e resposta a incêndios.
A proteção de áreas menos afetadas passa pela gestão de combustível. Embora o fogo controlado seja utilizado nacionalmente, não será aplicado de forma imediata nos 26 concelhos mais atingidos, pela quantidade de material tombado.
O Governo manteve o apoio financeiro para acelerar a limpeza, com a criação das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem e apoios que podem chegar a 1.500 euros por hectare. O objetivo é retirar madeira e limpar terrenos de forma mais rápida.
Perspetivas
O Magrim sublinha que a área total intervenida ainda não está consolidada, dada a dimensão da operação. A prioridade continua a envolver proprietários, com apoio de cerca de 41 milhões de euros para os 26 concelhos afetados.
O Governo também prepara a atuação direta do Estado quando necessário, através das AIGP 2.0 e da aplicação da Lei 9C. A meta é chegar ao verão com menor volume de madeira e com condições mais seguras para a população e os territórios.
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