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Aterros no Algarve não são solução sustentável para o lixo

Algarve não deve expandir aterros; Almargem defende tratamento mecânico e biológico para cumprir metas europeias e evitar saturação até 2028

A maioria dos aterros em Portugal não está a cumprir as regras europeias no que toca à fracção orgânica
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  • A Almargem alerta que os aterros no Algarve deverão saturar em 2028 e defende investir em tratamento mecânico e biológico.
  • O presidente Edgar Ribeiro diz que expandir aterros não é solução sustentável e viola a legislação nacional e diretivas europeias, sobretudo para a fracção biodegradável e orgânica.
  • A associação aponta falhas na separação na origem e elevados níveis de deposição em aterro (cerca de 80%), com turismo a intensificar a produção de resíduos.
  • A abertura de novas células é vista como um “penso rápido” que não resolve o problema estrutural; sem melhorar separação e tratamento, haverá rápida saturação.
  • Propõem reforçar o tratamento mecânico e biológico para triagem de recicláveis e estabilização da orgânica, desviando cerca de 70% do volume dos resíduos, além de medidas como recolha porta a porta, princípio do poluidor-pagador e triagem acessível.

O aumento da capacidade dos aterros no Algarve é visto pela Almargem como uma medida não sustentável para o tratamento dos resíduos urbanos. A associação alerta que os aterros existentes devem encher-se até à saturação em 2028, com o problema a agravar-se se não houver mudança de modelo.

Edgar Ribeiro, presidente da Almargem, afirma que a expansão de depósitos em aterro viola a legislação nacional e as diretivas da UE, especialmente no que toca à fração biodegradável e orgânica. O dirigente aponta para metas europeias não cumpridas e para a necessidade de evitar novas licenças para células adicionais.

A associação também destaca deficiências na separação de resíduos na origem e reforça que a deposição contínua de resíduos indiferenciados agrava o impacto ambiental. A pressão do turismo é citada como fator que intensifica a produção de resíduos e o uso de infraestruturas existentes.

Soluções propostas

Defende-se o reforço urgente da capacidade de tratamento mecânico e biológico (TMB), para criar fluxos diferenciados e reduzir o volume que chega aos aterros. O método permitiria triagem de recicláveis e estabilização da fracção orgânica, desviando cerca de 70% do peso dos resíduos dos aterros.

Entre as medidas sugeridas estão a recolha porta a porta, o princípio do poluidor-pagador e sistemas de triagem acessíveis à população. Estas estratégias, já adotadas em outros países europeus, são apresentadas como alternativas à expansão de aterros.

O objetivo é evitar a expansão de novas células e promover um modelo de gestão de resíduos mais integrado e alinhado com as boas práticas europeias, assegurando, assim, maior sustentabilidade ambiental.

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