- A Lightsource BP propõe integrar pastoreio e práticas agro-ecológicas na central fotovoltaica Sophia, na Beira Baixa, para acompanhar a produção de energia com uso agrícola do solo.
- A iniciativa resulta de uma parceria com Animob e Bioinsight & Ecoa, incluindo pastoreio rotativo e uma plataforma para ligar produtores e proprietários de terrenos.
- O objetivo é desenvolver um Plano Estratégico de Integração Agro-ecológica para reduzir intervenções mecânicas e promover regeneração do solo, biodiversidade e oportunidades económicas ligadas à agro-pecuária.
- A Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional discorda, afirmando que a medida não resolve os problemas centrais do megaprojeto e mantêm dúvidas sobre impactos ambientais e a compatibilidade com a paisagem.
- Relatórios da Agência Portuguesa do Ambiente indicam impactos negativos significativos na paisagem e no uso do solo, e a central Sophia continua em fase de reformulação, com controvérsia sobre efeitos a longo prazo e índices de biodiversidade.
A Lightsource BP quer integrar pastoreio e práticas agro-ecológicas no projeto da central fotovoltaica Sophia, na Beira Baixa. A empresa afirma que a solução pode combinar produção de energia com uso agrícola do solo, em parceria com Animob e Bioinsight & Ecoa. O anúncio surge numa fase de reformulação do megaprojecto.
A Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional contesta a medida, argumentando que a alteração não resolve os problemas centrais do empreendimento. O movimento social diz que os relatórios da APA já apontavam impactos significativos na paisagem e no uso do solo.
Miguel Lobo, responsável pela Lightsource BP em Portugal, ressalta que o objetivo é adaptar os projectos ao território e criar valor local, mantendo a ligação às comunidades. A empresa destaca uma plataforma para ligar produtores pecuários e proprietários de terreno.
Parcerias e proposta agro-ecológica
O modelo de pastoreio rotativo envolve a mobilidade de rebanhos e prevê um Plano Estratégico de Integração Agro-ecológica para integrar a central solar no território. A ideia é gerir a vegetação de forma mais eficiente, reduzindo intervenções mecânicas.
João Xavier, fundador da Animob, diz que o modelo pode regenerar solos e diversificar atividades económicas ligadas à agro-pecuária. A Lightsource BP sublinha que o projeto pode beneficiar a cadeia de valor agro-industrial associada ao pastoreio, incluindo leite e produção de queijos locais.
Impactos ambientais e controvérsia
A APA identifica impactos negativos significativos na paisagem e no uso do solo nos concelhos de Idanha-a-Nova, Penamacor e Fundão. A plataforma ambientalista e o movimento cívico continuam a exigir dados independentes de longo prazo sobre efeitos ecológicos e impactos cumulativos.
A Quercus já destacou que a área de implantação envolve montados, zonas abertas e habitats de espécies protegidas, o que aumenta a controvérsia pública. O debate mantém-se enquanto a central Sophia permanece em fase de reformulação.
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