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Brasil registra desflorestação inferior a 1 milhão de hectares em 2025

Em 2025, a desflorestação ficou abaixo de um milhão de hectares, dominada pela agro-pecuária, que explicou 99% da perda anual de vegetação nativa

Na Amazónia, foram destruídos 289.478 hectares de vegetação nativa em 2025
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  • Em 2025, a área de vegetação nativa destruída no Brasil ficou em 984.794 hectares, abaixo de um milhão pela primeira vez desde 2019.
  • O recuo de 20,6% face a 2024 ocorre mesmo com ritmo diário elevado: média de 2.698 hectares por dia (aproximadamente 112 hectares por hora).
  • Amazónia e Cerrado somaram mais de 84% da área desmatada em 2025.
  • Agro-pecuária respondeu por 99% da perda anual, com o garimpo concentrado na Amazónia (93% a 99% da área associada), e 97% das áreas de energia renovável na Caatinga.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o compromisso de terminar com a desflorestação até 2030, enquanto o RAD2025 usa dados do MapBiomas Alerta para monitorização.

O Brasil registou em 2025 a menor área anual de desflorestação desde 2019, ficando abaixo de um milhão de hectares. Segundo o RAD2025, foram destruídos 984.794 hectares de vegetação nativa, queda de 20,6% face a 2024.

Apesar da redução, o ritmo diário manteve-se elevado: 2698 hectares por dia, ou cerca de 112 por hora. A comparação usada pelo relatório ilustra a escala: é como desmatar 17 parques do Ibirapuera todos os dias.

A Amazónia e o Cerrado concentraram a maior parte da área perdida, somando mais de 84% do total em 2025. O Cerrado registou 540.614 hectares destruídos, representando 54,9% do total nacional.

Na Amazónia, a destruição atingiu 289.478 hectares, menos 23,5% que no ano anterior. O Pantanal registou a maior redução proporcional, com menos 48,4% e 12.260 hectares perdidos.

Todos os biomas apresentaram redução da área desmatada, mas a pressão varia conforme o tipo de cobertura. O território de savana foi o mais afetado pela terceira vez consecutiva, respondendo por 51,4% da área total, seguido das formações florestais com 46,3%.

A Amazónia e a Mata Atlântica predominaram a destruição em formações florestais; no Cerrado, na Caatinga e no Pantanal dominou a supressão de áreas de savana. A dinâmica geográfica permanece estável ao longo de vários anos.

A agro-pecuária continua a ser o principal motor do desmatamento, associada a mais de 97% da perda nos últimos sete anos e a 99% em 2025. O garimpo concentrou-se sobretudo na Amazónia, especialmente no Pará, com a quase totalidade das áreas associadas.

As áreas ligadas a energia renovável concentraram-se quase exclusivamente na Caatinga, respondendo por 97% dessa parcela. A expansão urbana avançou 7% face a 2024, concentrando-se no Cerrado e na Amazónia, que somaram mais de 60% da vegetação nativa perdida relacionada com áreas urbanizadas.

Nos territórios indígenas, foram destruídos 12.593 hectares em 2025, uma redução de 22% face a 2024. A Terra Indígena Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão, permaneceu no topo do ranking com 4089 hectares, apesar de uma quebra de 34%.

Em 2025, 30% das Terras Indígenas do Brasil registaram pelo menos um evento de desflorestação. Entre 2019 e 2025, 184.622 hectares, ou 1,7% da área total destruída, ocorreram dentro destes territórios.

Promessa presidencial e contexto político mantêm-se na narrativa pública. O Governo afirmou que a desflorestação pode reduzir pela metade até 2030, com dados de 2025 a refletirem uma melhoria contínua. No entanto, ambientalistas apontam medidas de fiscalização e impactos de planos energéticos como fatores de debate.

O RAD2025 baseia-se no MapBiomas Alerta, que consolida alertas de vários sistemas de monitorização, valida ocorrências com imagens de satélite e cruza dados com informações administrativas para gerar o registo das perdas.

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