- A associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) acusa a Savannah Resources de violar a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da mina do Barroso, ao desmatar durante o período crítico para a fauna local.
- A Savannah assegura que os trabalhos seguem “estrito cumprimento das obrigações ambientais” e não violam as condicionantes da DIA.
- A DIA de maio de 2023 impõe que a desmatação ocorra entre 1 de setembro e 15 de março, fora da época de nidificação, reprodução de fauna e outras fases críticas.
- A Savannah afirma que os trabalhos atuais decorrem ao abrigo da DIA em vigor de 2025, distinguindo-os da DIA de 2023, que era de estudo prévio no âmbito da Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).
- A empresa refere que as intervenções em curso são de dimensão reduzida e não equivalem às operações previstas para a fase de construção; a próxima construção está prevista para 2027, com primeira produção em 2028.
A associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) acusa a Savannah Resources de violar a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da mina do Barroso, em Boticas, ao realizar desmatações num período crítico para a fauna local.
A Savannah Resources diz que os trabalhos decorrem em estrito cumprimento das obrigações ambientais aplicáveis, segundo informação tida pela Lusa. A empresa sustenta que atua dentro da DIA vigente e que a intervenção é de pequena escala.
A UDCB informou, por meio de comunicado, que as atividades de desmatação, realizadas sob servidão administrativa, desrespeitam as condicionantes da DIA, que obrigam a intervenção apenas entre 1 de setembro e 15 de março, fora da fase crítica de nidificação.
A associação alega ainda que o projeto da mina tem sido imposto sem fiscalização eficaz, e que a população tem feito o papel de fiscalização, exigindo maior controlo por parte das entidades competentes.
A Savannah, por seu lado, explicou que a DIA de 2025 enquadra as intervenções atuais, que são de dimensão reduzida, distintas das operações da fase de construção. A empresa afirma que a DIA de 2023 era de estudo prévio e não habilitava a execução de obras no terreno.
Segundo a Savannah, as áreas de intervenção devem ficar confinadas ao mínimo necessário, seguindo os princípios da DIA, e os trabalhos atuais não correspondem às operações previstas para a futura construção do projeto.
A Savannah reforçou que a comunidade pode ter dúvidas, mas que o diálogo com a empresa seria o caminho para clarificar questões. A empresa avançou que pretende iniciar a construção em 2027 e chegar à produção em 2028.
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