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Jardins verticais ajudam a refrescar cidades de forma prática e estética

Jardins verticais reduzem a temperatura das fachadas e melhoram o conforto térmico urbano, filtrando partículas e aumentando a biodiversidade, com manutenção anual

Jardim vertical numa parede de edifício
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  • O especialista em jardins verticais Ignacio Solano estudou ecossistemas tropicais na Colômbia, Madagáscar e Reunião.
  • A América Latina levou o conceito a uma escala superior, com centenas de jardins verticais em cidades como Buenos Aires, Cidade do México e Guatemala.
  • O Bosco Verticale, em Milão, abriga mais de vinte e uma mil árvores e arbustos e absorve perto de vinte mil quilos de carbono por ano.
  • Jardins verticais podem reduzir a temperatura superficial de edifícios, diminuir a absorção de calor e aumentar a biodiversidade e o conforto térmico urbano; também filtram partículas e atraem aves e insetos.
  • A Paisajismo Urbano já instalou jardins verticais globalmente e oferece cursos que não requerem formação específica, ensinando desde seleção de espécies até gestão de projetos em cinco dias.

Aula de verde: jardins verticais ganham terreno nas cidades, aliando prática, estética e redução de calor. O tema volta a ganhar força na Europa e na América Latina, com impactos na qualidade de vida urbana.

Ignacio Solano, especialista em jardins verticais, estudou ecossistemas tropicais desde a Colômbia até Madagascar. O conceito ganhou impulso na Europa antes de alcançar cidades latino-americanas em escala elevada.

Desde os anos 80, quando o botânico francês Patrick Blanc lançou a ideia, diferentes cidades adotaram o recurso. Em Milão, o Bosco Verticale agrega mais de 21 mil árvores e arbustos.

Impacto térmico e ambiental

Estudos indicam que paredes verdes reduzem a temperatura de superfície dos edifícios e a absorção de calor nas áreas urbanas densas. As plantas filtram partículas, captam CO2 e criam habitats para biodiversidade.

Solano, à frente da Paisajismo Urbano, supervisiona instalações mundiais de jardins verticais e compartilha métodos para ampliar espaços verdes sem dependência de solo. Atingiu quase um milhão de metros quadrados instalados.

Formação e disseminação de técnicas

Formado em Biologia, Solano dedicou mais de 14 anos a ecossistemas tropicais, de selvas da Colômbia a ilhas de Madagascar. A escolha de espécies depende de altitude, clima e orientação do edifício, além da nutrição no sistema hidropónico.

Segundo ele, o biofiltro criado pelas paredes verdes triplica a produção de oxigénio e cresce três vezes mais rápido que jardins terrestres, consumindo pouca água.

Formação acessível e expansão

A empresa de Solano desenvolveu metodologias e tecnologia para jardins verticais e criou a franquia By Botanik na Cidade da Guatemala. Cursos intensivos ensinam botânica e a lógica de negócio, incluindo contratos e seleção de espécies.

Participantes aprendem a identificar plantas por família, origem e localização na parede. Em cinco dias, cerca de 85% dos alunos costumam iniciar projetos reais, partilhando conhecimento pela região.

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