- Espanha apresentou o Plano Social para o Clima, com cerca de 9 mil milhões de euros em apoios públicos, a enviar a Bruxelas até ao final do ano.
- Quase 4,7 mil milhões de euros destinam-se a políticas de habitação para apoiar famílias vulneráveis e promover a reabilitação.
- 4,3 mil milhões de euros restantes vão para a descarbonização do setor dos transportes e da mobilidade, incluindo apoio à renovação de veículos e ao transporte público.
- O Governo defende que a transição ecológica deve ser justa e acessível em todos os territórios, mantendo a mobilidade como direito fundamental.
- O plano é visto como instrumento para acelerar a transição climática sem prejudicar o crescimento económico, com destaque para o papel das renováveis e para a criação de emprego.
O Governo de Espanha apresentou esta segunda-feira a proposta do Plano Social para o Clima, com um envelope de 9 mil milhões de euros em apoios públicos. O objetivo central é facilitar a transição energética através de habitação acessível e mobilidade sustentável.
O plano destina quase 4,7 mil milhões de euros a políticas de habitação, buscando incluir famílias vulneráveis na transição. Pretende ainda impulsionar a reabilitação de imóveis em bairros, reduzindo faturas e emissões ao mesmo tempo.
Para a descarbonização do setor dos transportes e da mobilidade, o montante é de 4,3 mil milhões de euros. Apoios vão até à renovação de frotas e a medidas que mapearam uma evolução para um transporte público próximo de ser quase gratuito, incluindo zonas rurais.
Pedro Sánchez destacou a urgência de agir perante a emergência climática com uma transição ecológica justa. Reforçou que a revolução energética não pode privilegiar quem apenas pode mudar de carro ou de casa sem apoio público.
O Presidente explicou que a transição deve chegar a todos os cidadãos e territórios, evitando que alguém tenha de escolher entre o orçamento mensal e o clima. O planeamento planeia ser enviado a Bruxelas até ao final do ano.
Sara Aagesen, terceira vice-presidente do Governo, afirmou que o plano é um instrumento essencial para tempos complexos. Defendeu a continuidade da agenda verde como pilar político do executivo.
Estrutura financeira e implementação
Óscar Puente, ministro dos Transportes, definiu a mobilidade como direito fundamental e apontou o plano como motor da transformação. A prioridade é ampliar o acesso ao transporte como via de inclusão social.
Isabel Rodríguez, ministra da Habitação, relacionou a iniciativa com protestos por habitação digna. Definiu o plano como uma nova etapa do programa de recuperação económica, com foco em proteger os mais vulneráveis.
O Governo deixou claro que o objetivo é compatibilizar crescimento económico com a redução de emissões. O relatório de evolução climática aponta redução de 19% das emissões desde 2018 e aumento da participação das renováveis na geração de energia.
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