- O sistema Volta recolheu 400 mil embalagens nas primeiras quatro semanas de funcionamento, segundo Gonçalo Lobo Xavier, director-geral da APED.
- O depósito de dez cêntimos é cobrado na compra e devolvido quando as embalagens são entregues, desde que não estejam deformadas e com código de barras legível (e tampa, se aplicável).
- A adesão dos consumidores é considerada superior às expectativas, com os resultados a superar o projecto-piloto de 2023.
- A APED sustenta que a caução não é negócio para o retalho, já que os dez cêntimos são reinvestidos no sistema e o retalho fica sem ganho direto.
- Há lacunas legais que permitiram garrafas acima de três litros escaparem à cobrança, mas o responsável entende que não deverá tornar-se tendência; há também um projecto-piloto de recolha de têxteis, com cinco lojas na Grande Lisboa e cinco no Grande Porto, que já recolheram cerca de cinco toneladas.
O sistema Volta recolheu 400 mil embalagens nas primeiras quatro semanas de funcionamento, segundo Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED. A adesão dos consumidores ao SDR (deposito e reembolso) é apresentada como superior às estimativas iniciais.
O representante da APED comentou que as embalagens devolvidas devem estar em bom estado, com código de barras legível e tampa, quando aplicável, para receber o depósito de 10 cêntimos na compra. O lançamento ocorreu a 10 de abril.
A ênfase é dada aos resultados, que superam o piloto de 2023, quando 23 máquinas testaram o conceito. O responsável ressalta que o sistema regista uma adesão mais rápida do que outras experiências europeias, citando a Áustria como referência de menor desempenho.
Dados de adesão e funcionamento
Gonçalo Lobo Xavier defende que a caução não representa um ganho para o retalho, pois os 10 cêntimos de cada embalagem são reinvestidos no sistema. O gestor também reagiu às críticas em relação a marcas que contornam a lei ao comercializarem embalagens acima do limite de 3 litros.
O responsável recordou ainda o projeto-piloto de recolha de têxteis usados, em dez lojas (cinco em Lisboa e cinco no Porto). Em pouco mais de um mês, já foram recolhidas cinco toneladas de roupa, segundo a APED.
Entre na conversa da comunidade