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Restauro da natureza exige escala para ser eficaz

O restauro da natureza exige escala; o apoio proposto resta apenas quatro a dez hectares, distribuídos por cinco projetos, difícil de justificar face aos custos

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  • A União Europeia aprovou, em 2024, uma lei de restauro da natureza que obriga os Estados‑membros a medidas vinculativas para recuperar ecossistemas degradados, em terra e no mar.
  • O apoio agora proposto permitiria restaurar, no máximo, entre quatro e dez hectares, distribuídos por cinco projetos, provavelmente em locais distintos.
  • O custo do restauro varia conforme o ecossistema e o estado de degradação; é preciso escalar para manter benefícios económicos e ambientais, como polinizadores e peixes.
  • Um concurso de até 180.000 euros por projeto, total até um milhão de euros, financia cinco tipologias de apoio, não apenas o restauro.
  • Dados de projetos consolidados indicam entre 100.000 e 250.000 euros por hectare; sem escala, os benefícios ficam difíceis de perceber, enquanto o governo investe fortemente em proteção costeira.

O restauro da natureza precisa de escala para ser eficaz, dizem especialistas. A proposta em análise prevê restaurar entre quatro e dez hectares, repartidos por cinco projetos, possivelmente em locais distintos. O apoio integra a lei europeia de restauro, aprovada em 2024, que obriga Estados-membros a medidas vinculativas de recuperação de ecossistemas.

Os custos variam conforme o ecossistema degradado, desde carvalhais a rios de montanha ou pradarias marinhas. A equipa envolvida alerta que não basta agir; é necessário evitar novas pressões que degradem novamente os exemplos restaurados.

O financiamento disponível pode chegar a 180 mil euros por projeto, até um plafom de um milhão de euros no total. Entre as cinco tipologias de apoio, o restauro é apenas uma parte, o que significa que parte do montante pode ser destinada a intervenções físicas diversas.

Projetos consolidados no Reino Unido, como NatureScot e Project Seagrass, indicam custos de 100 mil a 250 mil euros por hectare apenas para o restauro, sem contar monitorização posterior. Assim, o apoio atual pode restaurar no máximo entre quatro e dez hectares.

As pradarias marinhas restauradas devolvem serviços chave, como sequestro de carbono, retenção de sedimentos, proteção costeira e função de berçário de espécies de peixe e marisco. Os números de custo ajudam a avaliar o retorno económico e ambiental.

Mesmo com os números atuais, há dúvidas sobre a escala necessária para tornar os benefícios perceptíveis. O governo anunciou recentemente um investimento de 111 milhões de euros em proteção costeira, valor significativamente superior aos montantes de restauração.

Desafios de escala e custos

A par de custos elevados, o restauro depende de ganhos de escala para justificar a despesa. Ecossistemas marinhos enfrentam ainda custos adicionais pela água salgada e pela pressão humana em zonas costeiras. A necessidade de escala é reiterada pela comunidade técnica.

Para que os benefícios se tornem visíveis, é crucial ampliar a área restaurada, especialmente em pradarias marinhas, cuja recuperação exige tempo e monitorização contínua. O debate permanece sobre quem paga e como justificar o investimento à sociedade.

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