- O Papa Leão XIV visitou Acerra, na região de Nápoles, área marcada pela poluição e pela criminalidade, em visita pastoral à Terra dei Fuochi.
- Cerca de quinze mil pessoas reuniram-se na Praça Calipari para acolher o Santo Padre, que falou às vítimas da poluição ambiental.
- No Duomo de Acerra, o Papa pediu o combate à ilegalidade, enfatizando a necessidade de uma mudança cultural e educativa para enfrentar negócios ilícitos.
- Defendeu repensar modelos económicos e sociais, valorizando o bem comum, a solidariedade e a pertença ao território.
- Também destacou a importância de transformar o fogo destrutivo das queimadas em energia moral e social que inspire cuidado, atenção e união cívica.
O Papa Leão XIV visitou neste sábado uma área da província de Nápoles marcada pela poluição e pela criminalidade, apelando a mais educação e à vontade de combater a ilegalidade. A deslocação ocorreu pela manhã, em Acerra, na chamada Terra dei Fuochi, com cerca de 15 mil pessoas a receber o Pontífice.
O encontro inicial decorreu no Duomo de Acerra, onde o Papa falou com familiares de vítimas de despejos tóxicos e apontou para a necessidade de uma mudança cultural que leve à prevenção, justiça e cuidado do território. A primeira etapa sublinhou o peso da poluição numa região já marcada pela pobreza ambiental.
Encontro com as vítimas da Terra dei Fuochi
Antes de abandonar a catedral, Leão XIV ressaltou que partes da comunidade enfrentam impactos de décadas de crimes ambientais, e lembrou a encíclica Laudato si’ como fio condutor de políticas públicas com foco no bem comum e na proteção ambiental.
A segundos passos, o Pontífice reuniu-se com representantes locais e civis, exortando as instituições a romper com o estado de resignação e a promover uma mudança geracional que envolva jovens, adultos e idosos na defesa do território.
Praça Calipari e a visão de futuro
A seguir, o Papa deslocou-se para a Praça Calipari, onde estiveram presentesPresidentes de câmara de 90 municípios da região, cidadãos e comités ambientais. Leão XIV associou a devastação ecológica à promessa de renascimento coletivo, referindo que Campania já foi Felix pela fertilidade e pela cultura.
O Pontífice pediu aos presentes para não cederem ao desânimo e apelou a uma ética de solidariedade e de valorização do território, destacando a necessidade de transformar o fogo destrutivo das queimadas em energia que fortaleça a comunidade.
Vozes locais
O bispo de Acerra, monsenhor Antonio Di Donna, recordou décadas de dor e mencionou novos despejos de resíduos tóxicos na região de Caserta. O presidenteee da câmara de Acerra, Tito d’Errico, afirmou que a cidade não é síntese de resignação, mas de resistência cívica e de resgate moral, com justiça e verdade a promover-se.
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