- A subida global do nível do mar acelerou: passou de 2,06 milímetros por ano (1960-2005) para 3,94 milímetros por ano desde então.
- O aquecimento oceânico representa 43% da subida desde 1960, segundo o estudo liderado pelo Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências.
- Contribuem também o degelo de glaciares de montanha (27%), a camada de gelo da Gronelândia (15%) e a Antártida (12%), além de água proveniente de reservatórios em terra (3%).
- Melhores técnicas de observação e correções de satélite ajudam a explicar a subida do nível do mar com maior confiança, diz o estudo.
- Mesmo com estabilização dos gases de efeito estufa, a subida deve continuar devido à inércia do oceano e do gelo, conforme os autores. O estudo contou com investigadores dos Estados Unidos, França e outras instituições.
A subida do nível médio global do mar está a acelerar, com o ritmo a duplicar desde 2005. Passou de 2,06 para 3,94 milímetros por ano, segundo um estudo recente. O aquecimento oceânico é a principal causa dessa tendência.
A investigação, liderada pelo Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, revela que o aquecimento representa 43% da subida desde 1960. O degelo dos glaciares de montanha contribui com 27%.
A contribuição das calotas polares da Gronelândia soma 15%, e a da Antártida chega a 12%. A água proveniente de reservatórios terrestres representa 3% do aumento do nível do mar.
Segundo o comunicado do instituto, desde 1993 a perda de gelo tem vindo a tornar-se mais relevante. O trabalho destaca avanços tecnológicos na observação para explicar melhor as variações observadas.
John Abraham, da Universidade de St. Thomas, EUA, coautor do estudo, salienta que melhores instrumentos e métodos permitiram colmatar o fosso entre observação e explicação das causas. A confiança nas explicações foi ampliada.
A equipa nota que, ainda que as emissões de gases com efeito de estufa pareçam estabilizar, a subida do nível do mar deverá continuar. A inércia do oceano e do gelo implica aumento durante muitos séculos.
O estudo, publicado na Science Advances, envolve ainda investigadores da Universidade de Tulane, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica, EUA, e parceiros em França. Os resultados reforçam a necessidade de monitorização contínua.
Causas e contribuições
O aquecimento oceânico domina as causas, seguido pelo degelo continental de montanhas, Gronelândia e Antártida. A contribuição humana é reconhecida como o motor da tendência, com impactos de longo prazo.
Perspetivas para o futuro
Especialistas destacam que as tendências devem manter-se devido à inerência climática. A equipa defende melhorias contínuas na observação para reduzir incertezas nas projeções.
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