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Produção de plásticos circulares abrandou de 13,6% para 1,2%

Desaceleração na produção de plásticos circulares na Europa, de 13,6% para 1,2%, com mais de setenta por cento dos resíduos a acabar em aterros ou incineração

Plásticos
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  • A produção de plásticos circulares na Europa cresceu 1,2% entre 2022 e 2024, face aos 13,6% de 2018 a 2022, segundo a Plastics Europe.
  • Os plásticos circulares passaram a representar 15,8% da produção europeia total, e mais de 70% dos resíduos plásticos recolhidos vão para aterros ou incineradoras.
  • O crescimento mundial de plásticos circulares acelerou de 5% para 7,7% no mesmo período.
  • 19% da procura europeia por plásticos circulares foi satisfeita por importações; 12,4% dos resíduos recolhidos na Europa são reciclados noutros países; 25% da procura de plásticos fósseis resulta de importações extracomunitárias.
  • A Plastics Europe cita custos energéticos e de matérias-primas, emissões e falta de comércio justo como fatores da desaceleração, defendendo medidas que tornem a reciclagem economicamente atrativa.

Na Europa, a produção de plásticos circulares registou uma desaceleração acentuada. O crescimento anual passou de 13,6% entre 2018 e 2022 para apenas 1,2% entre 2022 e 2024, segundo um relatório da Plastics Europe com dados de 2024.

Os plásticos circulares passaram a representar 15,8% da produção europeia total. Além disso, mais de 70% dos resíduos plásticos recolhidos continuam a terminar em aterros ou a ser incinerados, apesar do foco na economia circular.

A nível global, o ritmo de crescimento também acelerou, passando de 5% para 7,7% na produção de plásticos circulares. Ainda assim, a procura europeia de plásticos circulares tem vindo a perder impulso, de 16,2% em 2022 para 4% em 2024, conforme a associação.

Mercados e competitividade

A relação entre oferta e procura na Europa tem mostrado sinais de fraqueza, com dados externos a indicarem que 19% da procura de plásticos circulares por parte dos transformadores foi satisfeita por importações. Adicionalmente, 12,4% dos resíduos recolhidos na Europa são reciclados noutras regiões do mundo.

A Plastics Europe adiantou que a dependência externa é mais elevada para plásticos de origem fóssil, dos quais 25% da procura europeia é coberta por importações extracomunitárias. Rob Ingram, presidente da Plastics Europe e CEO da Ineos Olefins & Polymers Europe, descreveu a situação como preocupante para a transição circular devido a custos energéticos, das matérias-primas, das emissões e à falta de comércio justo.

Perspectivas e medidas

Apesar de a Europa deter a maior quota de plásticos circulares em relação à produção total (15,8%), essa posição deve-se também a uma queda de 8,3% na produção de plásticos fósseis entre 2022 e 2024, para 43,3 milhões de toneladas. A taxa de reciclagem dos resíduos recolhidos na Europa subiu para 29,6%, mas quase metade permanece destinada à incineração ou a aterros.

Virginia Janssens, diretora-geral da Plastics Europe, defendeu que os resíduos plásticos devem ser tratados como um ativo valioso. Reforçou a necessidade de medidas regulatórias que tornem economicamente atrativo conservar e reciclar esses materiais na Europa, destacando a importância de uma economia circular robusta para reduzir a vulnerabilidade face a choques ligados aos recursos fósseis.

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