- O Polarstern terá um sucessor de alta tecnologia, o Polarstern II, com 159 m de comprimento e 27,3 m de largura, incluindo uma piscina lunar, robótica de mergulho e uma frota de drones.
- O Polarstern atual, em serviço há mais de 40 anos, regressou ao porto após cerca de 183 dias de expedição, com avanços sobre o degelo do gelo marinho e sobre a biodiversidade no leste do Mar de Weddell.
- Durante a missão foram identificadas mudanças na diversidade de espécies e nos ecossistemas, com medições desde o fundo do mar até à atmosfera. Também foi registada a descoberta de uma ilha recentemente cartografada, com cerca de 130 metros de comprimento.
- O Polarstern existe como centro da investigação polar alemã e deverá manter-se ativo como matriz de cooperação científica, com o novo projeto a ampliar capacidades técnicas e de sustentabilidade.
- A construção do Polarstern II deverá começar em abril de 2027, no estaleiro TKMS, em Wismar, com lançamento previsto para 2030 e custo estimado em cerca de 1,2 mil milhões de euros.
O Polarstern, navio de investigação alemão, encerrou uma expedição de cerca de 183 dias no Ártico e regressou a Bremenhaven. A missão proporcionou novas leituras sobre o recuo do gelo marinho e investigou mudanças nos ecossistemas do leste do Mar de Weddell.
A ministra da Investigação, Dorothee Bär, embarcou no navio em Amesterdão antes de regressar a território alemão. Bär destacou que as alterações climáticas afetam todos e que o Polarstern contribui para compreender impactos ambientais e ecológicos.
Ao longo da missão, usos de helicópteros, sondas e robôs subaquáticos permitiram medir gelo, recolher amostras e mapear habitats. Os cientistas também documentaram uma nova ilha, com cerca de 130 m por 50 m, na região estudada.
Sucessor com piscina lunar e robô subaquático
O Instituto Alfred Wegener planeia o Polarstern II, que deverá iniciar construção em 2027 e ficar pronto em 2030. O casco maior permitirá navegar em gelo de até 1,8 metros e albergará uma piscina lunar para acesso direto ao mar.
A navegação será suportada por uma frota de drones e três robôs subaquáticos capazes de operar a até 6000 metros de profundidade. Sensores avançados fornecerão dados sem expor a equipa ao gelo.
O projeto prioriza sustentabilidade: geração dupla de combustível, uso de materiais amigos do ambiente e redução de ruído para minimizar impactos na fauna marinha. O custo estimado ronda 1,2 mil milhões de euros.
Perspectiva e contexto
O Polarstern atual continua a liderar a investigação polar alemã, servindo também de base de apoio a áreas como o Mar do Norte e a Estação Neumayer III. O novo navio reforça o papel científico e geopolítico da Alemanha na Antárctida.
O programa é apoiado pelo Ministério Federal da Investigação, Tecnologia e Espaço, com construção no estaleiro TKMS. A expetativa é que oPolarstern II amplifique a capacidade de coleta de dados em condições extremas.
Entre na conversa da comunidade