- Tiago Oliveira demitiu-se da liderança da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), numa carta de despedida à equipa a que a Lusa teve acesso.
- O engenheiro florestal explica que imperativos de natureza pessoal o levaram a pedir a demissão ao ministro da Agricultura em março, salientando que a exoneração terá efeitos no sábado.
- Oliveira liderava a AGIF desde 2017, tendo sido escolhido por António Costa para criar um sistema de coordenação, planeamento e avaliação de fogos com foco na prevenção.
- A AGIF tem estado na tutela do Ministério da Agricultura desde o Governo da AD, gerando críticas de algumas organizações do setor, como a Liga dos Bombeiros Portugueses.
- A equipa da AGIF será mantida como a força por detrás dos êxitos, com foco no Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, cooperação internacional e no mecanismo de apoio às queimadas, segundo a carta. Tiago Oliveira não comentou mais, remetendo justificações para a carta. A demissão ocorre num contexto de reforço de meios no âmbito do Dispositivo de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).
Tiago Oliveira pediu a demissão da liderança da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) por motivos de natureza pessoal, com a exoneração a entrar em vigor no próximo sábado, segundo uma carta a que a Lusa teve acesso.
Desde 2017 à frente da AGIF, o engenheiro florestal foi escolhido pelo então primeiro-ministro António Costa para criar um sistema nacional de coordenação, planeamento e avaliação dos fogos rurais com foco na prevenção.
Ao longo do Governo socialista, a AGIF esteve sob a tutela do primeiro-ministro e, depois, passou para o Ministério da Agricultura com o Governo de direita. A sua atuação tem sido alvo de críticas de algumas organizações setoriais, como a Liga dos Bombeiros Portugueses, sem detalhes oficiais de resposta.
Na missiva, Tiago Oliveira sublinha que a equipa da AGIF pode manter-se como a força por trás dos êxitos, mesmo ante as complexidades técnicas e político-institucionais que a rodeiam, destacando o papel da cooperação interna.
O ainda presidente da AGIF ressalta a estratégia da agência, nomeadamente o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, a cooperação internacional e o mecanismo de apoio às queimadas, apontando para continuidade dessas linhas.
A Lusa contactou Tiago Oliveira, que não ofereceu novos esclarecimentos e remeteu explicações à carta enviada à equipa, sem comentar adicionalmente.
A demissão surge num momento em que se observa o primeiro reforço de meios de combate aos fogos no âmbito do Dispositivo de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).
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