- A execução das áreas integradas de gestão de paisagem (AIGP) decorre a velocidades diferentes, com o prazo de conclusão este ano a depender das dinâmicas locais de cada entidade.
- O secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, destacou que há AIGP com desempenho excelente e outras com menor velocidade, apesar de o Governo ter alargado prazos e criado condições para facilitar as obras.
- Até dezembro, as entidades podem executar os planos de ação; se não o fizerem, os recursos disponibilizados ficam em causa, devendo ser usados para a floresta e a organização da paisagem.
- O Firepoctep Avanza, projeto liderado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, enfatiza o aumento do uso de fogo controlado (objetivo de cinco mil hectares intervencionados por ano) e de pastoreio para criar descontinidades nas áreas florestais.
- Relativamente aos impactos da tempestade Kristin, prevê-se limpeza em cerca de quarenta mil hectares durante o período crítico, com validação de queimas e queimadas numa plataforma que permite identificar equipamento e operadores nas zonas prioritárias.
O secretário de Estado das Florestas disse que a execução das áreas integradas de gestão de paisagem (AIGP) decorre a velocidades distintas, com o prazo de conclusão ainda este ano. O comentário foi feito na Lousã, durante uma sessão sobre combate a incêndios florestais.
Rui Ladeira afirmou que existem várias situações dentro da aplicação deste instrumento, financiado pelo PRR. Embora o Governo tenha alargado prazos e simplificado orientações técnicas, as dinâmicas locais influenciam a motivação e a ação das entidades envolvidas.
Para dezembro, o objetivo é que os planos de ação estejam concluídos; caso contrário, os recursos disponíveis podem ficar indisponíveis. A observação sublinha a necessidade de executar as ações para sustentar a gestão da floresta e da paisagem.
Firepoctep Avanza e uso de fogo controlado
Na sessão de apresentação do projeto Firepoctep Avanza, liderado pela CIMRC, o Secretário de Estado destacou a importância de aumentar o uso de fogo controlado, com meta de cinco mil hectares intervencionados por ano. Também enalteceu o papel do pastoreio para criar descontinuidades na vegetação.
O responsável reiterou a necessidade de integrar as ações com o manejo da paisagem, nomeadamente nas áreas mais vulneráveis, para reduzir o risco de incêndios. A iniciativa envolve várias entidades locais e o monitoramento de resultados.
Limpeza em áreas afetadas e período crítico
Relativamente aos efeitos da tempestade Kristin, Ladeira lembrou a excecionalidade de limpeza até 30 de junho para territórios danificados. Também há margem para flexibilizar trabalhos de limpeza no período crítico, segundo critérios técnicos.
A proposta é que, em cerca de 40 mil hectares afetados, as empresas possam realizar limpezas neste intervalo, com validação de queimas e queimadas via a plataforma já utilizada. Assim, operações prioritárias ficam identificadas para reforçar meios em caso de ignições.
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