- Dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos indicam que Portugal desperdiça por hora quase nove piscinas olímpicas de água, evidenciando a necessidade de uma gestão mais eficiente.
- A taxa de perdas de água situa-se em 19%, abaixo da média nacional de 26%, conforme a ERSAR; a vereadora Sílvia Breu também expressou preocupação com o tema.
- No âmbito dos resíduos, Nuno Soares, diretor-geral da Tratolixo, alertou para a redução da produção de resíduos, e revelou que 75% das 500 toneladas recebidas chegam de forma indiferenciada.
- A recolha porta a porta mostrou melhoria na separação de resíduos, com a Lipor a referir maior cumprimento por parte dos cidadãos, quando a recolha é semanal.
- Entre as soluções discutidas, destacaram-se os autoconsumos coletivos em comunidades de energia renovável; o presidente da Águas de Portugal reforçou a necessidade de se habituar à escassez e apontou a meta de reutilização de água de 22%.
O presidente da Águas de Portugal, António Carmona Rodrigues, abriu o debate sobre sustentabilidade, água, energia e economia circular no Portugal Smart Cities Summit, na FIL, Lisboa. O discurso enfatizou que a eficiência é essencial para as cidades inteligentes.
Dados da ERSAR mostram que Portugal desperdiça quase nove piscinas olímpicas de água por hora, reforçando a necessidade de gestão mais eficiente. A avaliação foi partilhada pelos participantes do painel.
Sílvia Breu, vereadora da Câmara Municipal de Oeiras, destacou que as perdas atingem cerca de 19%, abaixo da média nacional de 26%, mas continuam a ser uma preocupação pública. A falar em nome da autarquia, acrescentou que é uma prioridade local.
No âmbito da gestão de resíduos, Nuno Soares, administrador da Tratolixo, sublinhou o desafio de reduzir a produção de resíduos. Contou ainda que 75% das 500 toneladas recebidas chegam de forma indiferenciada, evidenciando vias de melhoria.
Diana Nicolau, gestora da Unidade de Sustentabilidade da Lipor, partilhou experiência de recolha porta a porta. Quem participa reconhece maior responsabilidade na separação de garrafas, papel, vidro e orgânicos, reduzindo o volume do indiferenciado.
Comunidades de energia
José Queirós de Almeida, CEO da Greenvolt Comunidades, apontou o autoconsumo coletivo como vantagem. A ideia é partilhar energia limpa com a vizinhança, reduzindo custos para a comunidade.
O encontro também reforçou a necessidade de adaptação climática e de recursos. Carmona Rodrigues frisou a importância de se habituarem a períodos de escassez, não apenas de abundância.
A reutilização de água foi outro tema central. O presidente da Águas de Portugal apontou uma meta de alcançar 22% de reutilização, dentro de um marco de sustentabilidade hídrica para o país.
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