- O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) Portugal entrou em funcionamento em 10 de abril e já conta com cerca de 2.500 máquinas, com o objetivo de chegar perto das três mil.
- Ainda é comum encontrar garrafas e latas sem o selo Volta nas prateleiras, devido ao período de transição e ao stock antigo que ainda está a ser escoado.
- A caução é de dez cêntimos para embalagens até três litros, devolvida quando a embalagem vazia é depositada numa máquina; embalagens danificadas, sem tampa ou com código de barras legível não são aceites e a caução não é ressarcida.
- A transição termina a 9 de agosto; a partir de 10 de agosto todas as embalagens devem ter o selo Volta; a meta de recolha de 2026 foi reduzida de setenta por cento para quarenta por cento no primeiro ano.
- O objetivo do Volta é melhorar a reciclagem, a qualidade dos materiais reciclados e o envolvimento dos cidadãos na economia circular, com formação nas cadeias de retalho e uma implementação contínua ao longo de doze meses.
O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de embalagens de bebidas já conta com cerca de 2500 máquinas ativas no país, mas ainda é comum encontrar garrafas e latas sem o símbolo Volta. O atraso prende‑se ao período de transição, em que mercadorias adquiridas antes da entrada em vigor ainda estão a ser escoadas.
Segundo Leonardo Mathias, presidente da SDR Portugal, a integração está a evoluir lentamente. Ele prevê uma aceleração em maio e uma visibilidade maior a partir de junho, quando as embalagens com selo Volta devem dominar as prateleiras.
O arranque do sistema ocorreu a 10 de abril, com a fase de transição prevista até 9 de agosto. A prioridade é, primeiro, implementar infra‑estruturas e adaptar operações, enquanto consumidores vão tomando conhecimento das novas regras.
O que mudou no funcionamento
O Volta aplica‑se a embalagens de bebidas até 3 litros, em plástico, metal ou alumínio, que passam a ter uma caução de 10 cêntimos. A devolução acontece quando a embalagem vazia com selo Volta é entregue numa máquina identificada.
Se a garrafa ou a lata estiver danificada, sem tampa ou com código de barras ilegível, a máquina pode rejeitar o recipiente e a caução não é devolvida. A coexistência de embalagens com e sem selo é permitida durante o período de transição.
Desafio de adesão e prática
A avaliação de adesão é difícil neste momento, já que grande parte do stock está armazenada e ainda não chegou às prateleiras. Mathias refere que é necessária uma visão mais clara do que está disponível para devolução.
Em apostas práticas, a experiência do consumidor pode ainda não ser evidente. O responsável admite que, em bares, restaurantes e supermercados, a presença de embalagens com o Volta tem sido reduzida nas primeiras semanas.
Infra‑estrutura e gestão de stocks
No início, foram ligadas cerca de 2300 a 2400 máquinas, número que hoje ronda as 2500, com perspetiva de chegar perto de 3000. A meta é assegurar funcionamento técnico e uma integração estável com redes de retalho desde o primeiro dia.
A empresa responsável não divulga números de recolha do primeiro mês, remetendo para um relatório solicitado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A leitura de dados é complexa, dada a coexistência de stock antigo e mercadorias já com selo Volta.
Perspectivas para o consumo e o ambiente
A SDR sublinha que o arranque foi essencial para garantir que o hardware funciona e que as redes de retalho comunicam de forma coordenada. A transição deverá prolongar‑se ao longo de 12 meses, com melhoria gradual da recolha e da eficiência.
Portugal é o 19.º país europeu a operacionalizar um sistema similar. A evolução depende de uma curva de adoção ao longo do tempo, com estimativas variando conforme o país e o ritmo de implementação.
Até ao fim da transição, muitos mercados devem ainda liquidar stocks anteriores. A partir de 10 de agosto, todas as embalagens deverão exibir o símbolo Volta, promovendo a reciclagem e a participação cívica na economia circular.
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