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Cães de proteção de gado reduzem 95% prejuízos com lobos em 12 anos

Cães de protecção de gado reduzem em 95% os prejuízos com lobos desde 2014, evidenciando compatibilidade entre renováveis e conservação do lobo-ibérico

Cães pastores ajudam a proteger os rebanhos de ovelhas dos ataques de lobo-ibérico
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  • Cães de protecção de gado reduziram em 95% os prejuízos causados por ataques de lobos desde 2014, segundo a Associação de Conservação do Habitat do Lobo-Ibérico (ACHLI), com 130 cães integrados no âmbito do Fundo do Lobo.
  • A ACHLI informou à Lusa durante uma sessão em Paredes de Coura dedicada à coexistência entre energias renováveis e biodiversidade.
  • Desde 2006, a instituição monitorizou vinte e uma alcateias e quarenta e seis empreendimentos energéticos, intervindo em setecentos e doze hectares de floresta e plantando mais de cento e noventa mil árvores autóctones; criaram-se áreas sem atividade cinegética em mais de três mil hectares.
  • Actualmente, a ACHLI acompanha dezassete processos de pós-avaliação ambiental ligados a quinze parques eólicos e dois de sobre-equipamentos, envolvendo cento e quatroenta e quatro centrais (342 aerogeradores) com 684,5 megawatts, abrangendo catorze alcateias de lobo-ibérico.
  • O projeto inclui ainda a reintrodução de corço no sul do Douro, com 129 animais libertados entre 2013 e 2022, visando aumentar a disponibilidade alimentar do lobo e reduzir ataques ao gado, além de medidas de sensibilização pública com quarenta e oito sessões em escolas e ações junto de comunidades locais.

Desde 2014, a utilização de cães de proteção de gado tem reduzido em 95% os prejuízos causados por ataques de lobos em rebanhos, segundo a Associação de Conservação do Habitat do Lobo-Ibérico (ACHLI). O anúncio foi feito numa sessão em Paredes de Coura dedicada à convivência entre energias renováveis e biodiversidade.

A ACHLI explicou que 130 cães foram integrados no projecto de defesa do gado, financiado pelo Fundo do Lobo e pelos planos de monitorização do lobo-ibérico. Entre as medidas destacadas estão a gestão de habitat, reflorestação, proteção do gado e sensibilização das populações locais.

Desde 2006, a instituição tem monitorizado 21 alcateias e 46 empreendimentos energéticos, em parceria com universidades de Aveiro, Porto e UTAD. Foram intervencionados 712 hectares de floresta e plantadas mais de 190 mil árvores autóctones nos últimos 14 anos, com áreas sem atividade cinegética em zonas críticas para o lobo-ibérico, totalizando mais de três mil hectares.

Renováveis e conservação

Actualmente, a ACHLI acompanha 17 processos de pós-avaliação ambiental ligados a 15 parques eólicos e dois sobre-equipamentos, num total de 342 aerogeradores e 684,5 MW, abrangendo 14 alcateias de lobo-ibérico. O projeto também envolve a reintrodução de corço na região sul do Douro, com 129 animais libertados entre 2013 e 2022, para aumentar a disponibilidade alimentar do lobo e reduzir ataques ao gado.

O modelo apresentado pela associação pretende demonstrar a compatibilização entre a expansão das energias renováveis e a conservação do lobo-ibérico, com medidas de mitigação e gestão de habitat articuladas com o ICNF e a APA. A componente de sensibilização pública incluiu 48 sessões em escolas, envolvendo mais de 1700 alunos, além de ações junto de populações locais.

Contexto e objetivo

A sessão de Paredes de Coura, promovida pela APREN no âmbito da iniciativa BioImpacte+, visa identificar oportunidades que o setor das energias renováveis oferece à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável dos territórios. O foco está na relação entre energias renováveis e conservação da biodiversidade, com especial atenção ao Parque Eólico do Alto Minho I.

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