Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crise no Irão impulsiona o fim da dependência de combustíveis fósseis

Com crise no Irão, comissário europeu alerta para acelerar a transição energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, elogiando Portugal

Wopke Hoekstra, comissário europeu do Clima
0:00
Carregando...
0:00
  • O comissário europeu do Clima, Wopke Hoekstra, disse que a crise no Irão evidencia a necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e elogiou a aposta de Portugal em energias renováveis.
  • Em entrevista ao PÚBLICO, Hoekstra destacou a importância da reconstrução em Portugal após o comboio de tempestades e elogiou a forma de o Governo gerir o processo, com verbas superiores a 22 mil milhões de euros para nove anos.
  • O comissário afirmou que a Europa sofrerá mais catástrofes climáticas e que é necessária uma combinação de mitigação e resiliência, incluindo mais energias renováveis, nuclear, interligações e eficiência.
  • Sobre o objetivo de redução de emissões, Hoekstra referiu ter sido alcançado um acordo europeu de redução de 90% até 2040 e sublinhou a necessidade de aliar clima, competitividade e independência energética.
  • Em relação à COP e à conferência de Santa Marta, o comissário considerou o evento um sucesso, defendeu maior foco na implementação e apontou para a necessidade de os grandes emissores globais contribuírem mais, especialmente EUA e China.

O comissário europeu do Clima, Impacto Zero e Crescimento Sustentável, Wopke Hoekstra, visita Lisboa para uma ronda de reuniões de dois dias em Portugal. Em tom institucional, fala de alterações climáticas e elogia a aposta portuguesa em renováveis, que o coloca na linha da frente da transição energética. A agenda inclui encontros com os ministros das Finanças e do Ambiente e Energia.

Hoekstra afirma que a recente dobradinha de tempestades que atingiu o centro de Portugal é um lembrete claro dos riscos climáticos para a Europa. O comissário reforça a solidariedade europeia e o compromisso de apoiar a reconstrução com verbas significativas, superiores a 22 mil milhões de euros em nove anos.

A entrevista destaca o papel de Portugal na redução da dependência de combustíveis fósseis. O comissário elogia a aposta em energias renováveis e diz que a Europa pode colher benefícios da transição, mantendo simultaneamente competitividade e segurança energética.

Clima, reconstrução e resiliência

O comissário sublinha a necessidade de simultaneamente mitigar, adaptar e construir resiliência. Prevê, no terceiro trimestre, uma nova abordagem sobre resiliência, com cenários de planeamento para tornar as sociedades mais resistentes a eventos extremos.

Questionado sobre legislação versus comunicação, Hoekstra indica que ambas podem surgir, ressaltando a importância de medidas concretas para enfrentar a crise climática. A prioridade é que a Europa atue de forma eficaz e visível.

Ele recorda que o relatório europeu de 2025 mostra aquecimento acima da média global e ressalta que a janela de ação está a fechar-se. Aposta na intensificação de investimentos em renováveis, nuclear, interligações e redes elétricas mais inteligentes.

Compromissos e cooperação internacional

Sobre os NDC e metas 2035/2040, admite dificuldades políticas, mas celebra o acordo europeu de redução de 90% até 2040. Valoriza a integração entre clima, competitividade e independência energética.

Quanto à responsabilidade global, sustenta que os países mais ricos devem contribuir mais, sobretudo os que apresentam maiores emissões per capita. A UE deverá exigir maior envolvimento de parceiros externos.

Hoekstra comenta a primeira conferência sobre transição dos combustíveis fósseis, realizada em Santa Marta, dizendo que, apesar da ausência de acordos vinculativos, houve um avanço diplomático e participação relevante.

COP31 e rumo da ação climática

Para o evento COP31, na Turquia, o comissário defende foco em implementação, não apenas em declarações. Defende soluções plurilaterais que aproximem o Norte e o Sul, como via para resultados concretos.

Sobre o papel da UE, afirma que precisa de mais contribuição internacional dos Estados Unidos e da China. O objetivo é ampliar a cooperação e distribuir encargos para combater o aquecimento global.

Hoekstra encerra reiterando o comprometimento europeu com a transição energética. Observa avanços em Portugal, Espanha, Dinamarca, Finlândia e Suécia, que já colheram benefícios da transformação energética.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais