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Elementos do Climáximo mancham fachada da Thales com tinta vermelha

Protesto do Climáximo mancha com tinta vermelha a fachada da Thales, em Oeiras, ligada a Elbit Systems; PSP confirmou a ação, sem ativistas presentes quando chegaram

Elementos do Climáximo mancham de tinta vermelha fachada da empresa Thales
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  • Elementos do coletivo Climáximo mancharam com tinta vermelha a fachada da empresa Thales, em Oeiras (Paço de Arcos), numa ação de protesto contra a parceria da firma com a produtora de armas israelita Elbit Systems.
  • A PSP de Oeiras disse à Lusa que esteve no local cerca de 07h05 e confirmou a ação, mas não encontrou ativistas quando chegou ao edifício.
  • O grupo afirma ter escrito a palavra “genocida” na fachada da Thales, a quarta maior empresa de armamento, tecnologia e segurança da Europa, que produz mísseis, veículos de combate e drones.
  • Filipe Antunes, estudante da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, acusa a Thales de lucrar com a morte de milhares de pessoas e de ser central na militarização das fronteiras europeias e no apoio a políticas bélicas, ainda que rodeadas de polémica.
  • O Climáximo afirma que o setor militar representa uma parcela significativa de emissões e defende o redirecionamento de verbas para um Serviço Nacional do Clima, com uma convocatória para uma concentração junto à sede do Governo no dia 15 de maio.

Elementos do coletivo Climáximo vandalizaram hoje a fachada da empresa Thales, especializada em Defesa, em Oeiras, no âmbito de um protesto contra a parceria da empresa com a fabricante israelita Elbit Systems. A intervenção ocorreu pela manhã, com tinta vermelha a cobrir parte da fachada de Paço de Arcos.

A PSP de Oeiras confirmou à Lusa que os agentes estiveram no local pelas 07h05 e que a ação foi verificada, mas já não encontraram ativistas à chegada ao edifício. O movimento justificou o ato com a oposição à indústria armamentista e aos cruzamentos entre defesa e combustíveis fósseis.

Segundo o Climáximo, a mensagem na fachada visava denunciar a Thales como parceira de uma indústria que, na análise do grupo, facilita a guerra moderna e a militarização de fronteiras europeias. O coletivo defende que o sistema económico atual deve ser substituído por políticas que financiem serviços sociais e a transição climática.

Contexto e acusações

O comunicado do climáximo descreve a Thales como uma das maiores fornecedoras de armamento, tecnologia e segurança na Europa, com atuação em mísseis, veículos de combate e drones. O grupo sustenta que a empresa estaria ligada a políticas de repressão e desumanização de migrantes, bem como ao apoio de políticas de direita internacional e ao avanço de uma agenda militar.

O movimento afirma que as emissões do complexo industrial militar correspondem a uma fatia relevante do total, e que o financiamento de armamento e combustíveis fósseis deveria ser redirecionado para um Serviço Nacional do Clima. O Climáximo propõe investir em cuidados e serviços sociais para garantir saúde, educação e alimentação.

O grupo conclama a população a participar numa concentração frente à sede do Governo, marcada para o final da tarde do dia 15 de maio, como forma de pressionar políticas públicas associadas à justiça climática.

Sessão de follow-up

Situações de vandalismo e ações de protesto semelhantes refletem tensões entre defesa, tecnologia e políticas climáticas na atualidade. Autoridades locais asseguram investigação para apurar responsabilidades pela ação de hoje em Oeiras.

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