- Amesterdão tornou-se na primeira capital do mundo a proibir anúncios públicos de carne e de combustíveis fósseis, com o objetivo de reduzir emissões e aproximar-se da neutralidade carbónica até 2050.
- A medida, aprovada em janeiro, abrange publicidade de carne, peixe, companhias aéreas, cruzeiros e combustíveis fósseis; as coimas só começam a aplicar-se a partir de 2027.
- A proibição visa reduzir o consumo de carne e alinhar-se com metas ambientais locais; a publicidade no local, em lojas, continua permitida.
- Alega-se que a afirmação de André Ventura sobre a compra de motivação antis muçulmanos não corresponde à razão oficial da medida; o texto aprovado não menciona o Islão.
- A lei islâmica não proíbe integralmente o consumo de carne: porcos e animais carnívoros são proibidos, mas outras carnes podem ser consumidas conforme regras halal.
A verificação sobre a proibição de publicidade em Amesterdão revela que a medida não tem como foco ofender muçulmanos. A cidade baniu anúncios de carne e de combustíveis fósseis para alinhar-se com metas climáticas locais, com uma implementação que começou a ser discutida em janeiro e entrou em vigor a 1 de maio. O objetivo é tornar a capital neutra em carbono até 2050 e reduzir pela metade o consumo de carne no mesmo prazo.
A controvérsia envolveu o líder do Chega, André Ventura, que afirmou nas redes sociais que a proibição surge para evitar ofensa aos muçulmanos. O vídeo publicado retrata uma reação a manchetes sobre a norma, sugerindo que é uma limitação imposta pela religiosidade.
Na prática, o texto aprovado pela vereação descreve o veto à publicidade de combustíveis fósseis e de carne porque tais anúncios associam-se a estilos de vida com elevado teor de carbono, em desacordo com os objetivos climáticos. A medida não proíbe, no entanto, a publicidade exibida em lojas ou superfícies de venda.
O impacto maior da norma é ambiental: a cidade aponta a necessidade de reduzir emissões para cumprir a meta de 2050. A partir de 2027 as autoridades iniciarão coimas por incumprimento, embora ainda haja espaço para as empresas retirarem cartazes de áreas públicas.
Historicamente, Amesterdão não está sozinha: Haarlem implementou uma proibição semelhante em 2024, precedente global. Em menor escala, outras cidades também avançaram com restrições semelhantes, incluindo Haia, Estocolmo, Genebra e Bristol, com diferentes graus de aplicação.
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