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Aeroporto da Reunião recebe terminal bioclimático, primeiro nos trópicos

Terminal bioclimático no aeroporto da Reunião, o primeiro nos trópicos, com ventilação natural, reduz energia e emissões de CO₂

O aeroporto da Reunião recebe um terminal bioclimático, o primeiro nos trópicos
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  • O aeroporto da Reunião inaugurou o primeiro terminal bioclimático do mundo numa zona tropical, com ventilação totalmente natural.
  • O terminal de chegadas tem cerca de 13 mil metros quadrados e utiliza mais de 800 respiradouros (janelas com persianas automatizadas) que “respiram” através do teto e das fachadas; o vento acelera no desfiladeiro bioclimático.
  • O edifício consome entre 55 por cento e 60 por cento menos energia e reduziu as emissões de CO₂ de oito mil toneladas em dois mil e onze para menos de mil toneladas atualmente.
  • O projeto tem um orçamento de cerca de sessenta e cinco milhões de euros, com quarenta e oito por cento financiados pela Política de Coesão Europeia, gerando cerca de mil empregos diretos e indiretos.
  • A descarbonização continua: o objetivo é alcançar autonomia energética do aeroporto até 2030, tendo já recebido vários prémios, incluindo o Versailles 2025.

O aeroporto da Reunião inaugurou um terminal bioclimático, o primeiro nos trópicos, com ventilação natural. O espaço de chegadas e recolha de bagagens opera sem ar condicionado, recorrendo a um sistema que respira pelo teto e pelas fachadas.

Marc Delanoë, diretor de desenvolvimento sustentável do aeroporto Roland Garros, descreve a ilha como um laboratório bioclimático. O projeto demorou vários anos a sair do papel e inspirou-se em exemplos regionais de ventilação natural.

O terminal tem cerca de 13 000 m² de vidro, metal e madeira, com mais de 800 respiradouros e janelas automáticas. O vento alísio do leste impulsiona a circulação de ar no interior.

Ventilação natural e arquitetura bioclimática

O desfiladeiro bioclimático é o elemento central do sistema de ventilação. O ar é acelerado no topo do teto, criando uma sucção que faz entrar o ar pelas fachadas e sair pelo desfiladeiro. A sensação é de menor temperatura efetiva.

Éric Bussolino, da AIA Life Designers, explica que o desfiladeiro aumenta o conforto térmico; o ar contacta a pele a cerca de 1 m/s, tornando o espaço perceptivelmente mais fresco. As janelas respondem a dados meteorológicos em tempo real.

A decoração vegetal inclui espécies endémicas, escolhidas pelo conservatório botânico da Reunião. Este reforço ambiental visa conservar plantas ameaçadas, distribuindo-se pela nave e pela cobertura do terminal.

Financiamento, impacto e futuro

O projeto recebeu cerca de 65 milhões de euros, com 58% financiados pela Política de Coesão Europeia. Cerca de 91% das empresas envolvidas eram locais, e o terminal criou aproximadamente 1 000 empregos diretos e indiretos.

Sabrina Almar, funcionária no aeroporto, destaca mais espaço e uma linha de visão para a paisagem. Do lado técnico, o objetivo é a descarbonização contínua da infraestrutura.

A remodelação do átrio de partidas está prevista, com a ambição de alcançar autonomia energética até 2030. O aeroporto já recebeu prémios pela inovação bioclimática e é reconhecido como um dos espaços mais bonitos do mundo.

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