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Federação nega intervenção de pescadores na morte de tubarão em Rabo de Peixe

Federação das Pescas dos Açores afiança que pescadores não participaram na morte do tubarão em Rabo de Peixe e pede investigação célere para esclarecer a espécie Odontaspis

Federação das Pescas dos Açores considera "incorreta e irresponsável a associação destes comportamentos à classe piscatória"
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  • A Federação das Pescas dos Açores condenou a violência contra o tubarão em Rabo de Peixe e rejeitou qualquer ligação ao setor das pescas.
  • As imagens que mostram violência sobre o animal foram consideradas profundamente lamentáveis e merece a mais veemente condenação.
  • O PAN/Açores já repudiou a morte do tubarão, ocorrida no porto de Rabo de Peixe, com transmissão via vídeo; a ONG Animal levou o caso ao Ministério Público.
  • A FPA afirma que os pescadores açorianos não praticam nem compactuam com maus-tratos ou mutilação de animais e que o episódio não ocorreu em alto mar nem foi realizado por pescadores da região.
  • O tubarão não é da espécie mako, mas sim tubarão-areia (Odontaspis); a FPA refere que apenas 18 ocorrências desde 1991 foram documentadas na região, sempre de forma acidental/pesca acessória.

A Federação das Pescas dos Açores (FPA) condenou a violência contra um tubarão ocorrida no porto de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel. A organização rejeita qualquer ligação do episódio ao setor das pescas e assegura que os pescadores não compactuam com maus-tratos.

Em comunicado, a FPA descreve as imagens do incidente como profundamente lamentáveis e pede condenação firme dos atos. Afirma ainda que é falso que o animal tenha sido capturado em alto mar e transportado para terra.

O episódio ganhou contornos após uma partilha de vídeo no qual se vê a vítima no interior do porto. Aconteceu no fim de abril, envolvendo um grupo de indivíduos não identificados segundo a própria federação.

Conforme a FPA, o tubarão tinha cerca de três metros e circulava no porto durante vários dias antes de ser recolhido. A organização ressalva que o exemplar não é da espécie mako, mas sim tubarão-areia, não possuindo estatuto de conservação para os Açores.

A FPA acrescenta que a captura do animal foi efetuada por pessoas não ligadas à pesca profissional, e lamenta a associar desses comportamentos aos pescadores da região. A organização solicita investigação célere pelas autoridades e responsabilização dos envolvidos.

Sobre o caso, a ONG Animal já informou ter apresentado denúncia ao Ministério Público. A Polícia Judiciária não confirmou publicamente detalhes adicionais até ao momento.

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