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Mais de 3 mil km de caminhos florestais desobstruídos após o mau tempo

ICNF aponta mais de 3.067 km desobstruídos nos caminhos florestais, incluindo 23,7 km de vias asfaltadas já livres em Leiria

Zonas afetadas pela depressão Kristin em Leiria
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  • O ICNF informou que mais de três mil quilômetros de caminhos florestais foram desobstruídos até ao dia 15, após o mau tempo.
  • Das 3.067 quilómetros desobstruídos, 1.058 correspondem à Região de Leiria; outras regiões com desobstrução incluem Beira Baixa (850), Região de Coimbra (680), Médio Tejo (373), Oeste (66) e Lezíria do Tejo (40).
  • Nas matas nacionais de Leiria (Pinhal de Leiria) e do Casal da Lebre, estão desobstruídos 23,7 km de caminhos asfaltados; a rede divisional conta com cerca de 75 km desobstruídos de 119 km.
  • Em Mata Nacional do Urso há 41 km desobstruídos na rede viária, com intervenções em curso na rede divisional; Pedrógão não requereu intervenção na rede viária.
  • O ICNF disse que até 31 de maio continuará a desimpedir e manter a transitabilidade, com apoio de Força de Sapadores Bombeiros Florestais e assistentes operacionais, usando bulldozers e tratores; as dificuldades incluem condições meteorológicas adversas e saturação hídrica.

Mais de três mil quilómetros de caminhos florestais desobstruídos a seguir ao mau tempo, até ao dia 15 de maio. O ICNF aponta que 1.058 quilómetros estão na Região de Leiria, a mais afetada pela depressão Kristin. A desobstrução aconteceu ao longo de várias matas nacionais.

O instituto anunciou que, na Mata Nacional de Leiria, também conhecida como Pinhal de Leiria, e na Mata Nacional do Casal da Lebre, já estão desobstruídos todos os caminhos asfaltados, num total de 23,7 km. Em Leiria, o foco passou também pela rede divisional, com 75 km de 119 km já desimpedidos.

Desobstrução por regiões

Beira Baixa lidera com 850 km desobstruídos, seguida da Região de Coimbra (680) e do Médio Tejo (373). Oeste tem 66 km e Lezíria do Tejo 40. O ICNF sublinha que o objetivo é manter a transitabilidade da rede florestal afetada até 31 de maio.

Intervenções específicas nas matas

Na Mata Nacional do Ravasco, em Leiria, 1,13 km da rede está desimpedido, com intervenções na rede divisional em curso. A Mata Nacional do Urso – Leiria e Pombal – já viu 41 km intervencionados, com trabalhos a avançar nas restantes vias.

Pedrógão e Prazo de Santa Marinha

A Mata Nacional de Pedrógão não necessitou de intervenção na rede viária, mantendo apenas intervenções pontuais em aceiros e arrifes. Em Santa Marinha, Figueira da Foz, já foram intervencionados 12 km da rede florestal com apoio da Força de Sapadores Bombeiros Florestais.

Desafios operacionais

O ICNF afirma que, apesar da capacidade de resposta, a dimensão das intervenções exige gestão criteriosa de meios e recursos. Condições meteorológicas adversas, saturação hídrica e o estado do terreno limitam o progresso.

Objetivos e pessoal envolvido

O ICNF pretende continuar a desimpedir e manter a transitabilidade da rede afetada até maio. Trabalhos são assegurados por trabalhadores do ICNF, Força de Sapadores Bombeiros Florestais e assistentes operacionais, com meios mecânicos como bulldozers e tratores.

Contexto das consequências

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro, com centenas de feridos e desalojados. Os temporais Kristin, Leonardo e Marta provocaram destruição de casas, quedas de árvores, cortes de energia e cheias, com prejuízos significativos. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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