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Fundo Florestas de Portugal reforça capital para 12 milhões com investidores

Com quatro novos investidores, o Fundo Florestas de Portugal dobra o capital para 12 milhões de euros e mira adquirir 670 hectares em Trás-os-Montes, visando 20 milhões em ativos até 2026

Pelo menos 50% da carteira do Fundo Florestas de Portugal deve ser alocada a espécies autóctones
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  • O Fundo Florestas de Portugal recebeu quatro novos investidores — Corticeira Amorim, Jerónimo Martins, Mota-Engil e REN —, duplicando o capital de seis para 12 milhões de euros, conforme anúncio em Lisboa.
  • A meta é atingir 20 milhões de euros em activos sob gestão até ao final de 2026, enquanto prepara a aquisição de uma nova propriedade de cerca de 670 hectares em Trás-os-Montes.
  • O fundo é gerido pela Fidelidade SGOIC e tem actualmente 11,8 milhões de euros sob gestão, com um portfólio de cerca de 370 hectares no Alentejo; dois terços da carteira permanecem em depósitos a prazo.
  • Classificado como dark green ao abrigo do Artigo nove do regulamento SFDR, o fundo tem um horizonte de investimento de 20 anos, com período de renovação de cinco anos.
  • A estratégia aposta na recuperação de ecossistemas, prevenção de incêndios, protecção da biodiversidade e geração de créditos de carbono, com pelo menos cinquenta por cento da carteira em espécies autóctones.

O Fundo Florestas de Portugal reforçou o seu capital com a entrada de quatro novos investidores, elevando o montante para 12 milhões de euros. A investimentos veio a público esta quarta-feira, em Lisboa, com o objetivo de acelerar o crescimento do portfólio e dar sequência a uma estratégia de sustentabilidade e neutralidade carbónica.

O fundo, gerido pela Fidelidade SGOIC, passa a ter 12 milhões de euros em capital comprometido, face aos 6 milhões iniciais. A carteira atual soma cerca de 370 hectares de áreas rústicas no Alentejo, avaliada em 3,9 milhões de euros. Parte do capital permanece em depósitos a prazo, refletindo o arranque da estrutura.

Promovido pela Fidelidade, o fundo orienta-se para a valorização de recursos agroflorestais e serviços de ecossistema, incluindo créditos de carbono de alta qualidade. Classificado como dark green, respeita o regulamento SFDR no nível mais exigente.

Nova aquisição em Trás-os-Montes e metas de crescimento

Em fase de expansão territorial, o fundo prepara a aquisição de uma propriedade de cerca de 670 hectares em Trás-os-Montes. A meta é alcançar 20 milhões de euros em activos sob gestão até ao final de 2026.

Manuel Álvares de Calvão, administrador executivo da Fidelidade SGOIC, tem como objetivo demonstrar a confiança dos investidores no modelo. A gestão pretende investir de forma sustentável, com conhecimento técnico e visão de longo prazo para a floresta portuguesa.

A Fidelidade SGOIC, criada em 2018, gere atualmente perto de 370 milhões de euros em activos distribuídos por três veículos de investimento. O fundo mantém um horizonte de investimento de 20 anos, com renovação de cinco em cinco anos.

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