- A restauração dos solos pode arrefecer o clima a um rácio três vezes superior ao aquecimento causado pelos gases com efeito de estufa (GEE).
- O relatório indica que o solo funciona como uma “infraestrutura climática essencial” e que está gravemente negligenciado.
- Aumentos de 1 por cento na matéria orgânica do solo podem permitir que a terra retenha até 250.000 litros de água por hectare, contribuindo para o arrefecimento através da vegetação e do ciclo hidrológico.
- Atualmente, 52 por cento das terras agrícolas globais estão degradadas, com a Europa entre 60 e 70 por cento e os EUA com quase um terço em degradação grave.
- O documento apela para reconhecer o solo como infraestrutura climática essencial e integrar a regeneração do solo nas estratégias climáticas, paralelamente à redução das emissões.
A restauração dos solos é apresentada como a via mais eficaz para arrefecer o clima, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pela organização internacional Save Soil. O documento defende que solos saudáveis atuam como um regulador climático potente, ao melhorar a evapotranspiração e a capacidade de retenção de água.
O relatório apresenta o solo como uma infraestrutura climática essencial, ainda gravemente subestimada pela política ambiental. Afirma que a recuperação da matéria orgânica pode aumentar a evapotranspiração suficiente para compensar até três watts por metro quadrado de aquecimento solar.
Segundo o estudo, os solos funcionam como uma esponja de carbono que arrefece o planeta ao armazenar água e sustentar a vegetação. Um aumento de 1% na matéria orgânica permitiria reter mais 250 000 litros de água por hectare, promovendo o resfriamento contínuo.
Os autores alertam para a degradação da esponja: 52% das terras agrícolas globais estão degradadas, com percentuais elevados na Europa (60% a 70%) e nos Estados Unidos (cerca de um terço). A recuperação do solo é apresentada como prioridade.
O Save Soil apela a que o solo seja reconhecido como infraestrutura climática essencial e integrado, juntamente com a redução de emissões, nas estratégias climáticas nacionais e internacionais. O movimento atua com governos e organizações da ONU e apoia agricultores na transição para práticas regenerativas.
A organização no comunicado afirma que restaurar a saúde do solo oferece uma das oportunidades mais rápidas e econômicamente viáveis para estabilizar o clima, ao mesmo tempo que melhora a segurança alimentar e hídrica.
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