- Avistamento de golfinhos no estuário do Tejo, em frente a Belém, Lisboa, neste sábado, num grupo de cerca de 10 animais, com crias.
- As imagens foram captadas a partir de um veleiro que passava pela zona, durante o pôr do sol, com os golfinhos a alimentar‑se.
- O biólogo marinho Élio Vicente identifica a espécie como golfinho‑comum, a mais abundante na costa, cuja presença no Tejo tem aumentado nos últimos 25 anos.
- Segundo o especialista, o crescimento da biodiversidade no estuário deve‑se a menor contaminação, maior abundância de presas e melhor regulação do tráfego, o que tornou o Tejo uma zona de alimentação para golfinhos de topo da cadeia.
- Os golfinhos vistos em Lisboa são transientes (de passagem), ao contrário dos residentes do estuário do Sado, e já há empresas a oferecer passeios de observação desses cetáceos.
Um grupo de golfinhos foi avistado este sábado no estuário do Tejo, em frente a Belém, Lisboa. As imagens foram captadas a bordo de um veleiro que passava pela zona. O avistamento ocorreu junto à margem, perto do pôr-do-sol.
A observação, feita por Matilde Ferreira, mostra cerca de 10 golfinhos, incluindo crias. Além disso, as gaivotas seguiam o grupo, na esperança de apanhar alimento. O relato indica que o momento foi visto por quem estava em Belém.
Segundo o biólogo marinho Élio Vicente, trata-se do golfinho-comum, a espécie mais abundante na costa portuguesa. O especialista aponta que, nos 25 anos mais recentes, o Tejo tem registado maior biodiversidade e menos contaminação.
Vicente explica que a melhoria das condições no estuário favorece a alimentação de golfinhos que ocupam o topo da cadeia alimentar. Estes cetáceos aparecem no Tejo como residentes apenas em algumas áreas, quando há abundância de recursos.
Ao contrário dos golfinhos do estuário do Sado, estes são transientes. Entram nos estuários por serem zonas seguras em épocas de reprodução, num contexto de tráfego marítimo já familiarizado pela espécie.
O especialista descreve que o golfinho-comum se alimenta principalmente de lulas e peixes pequenos, utilizando dentes mais para rasgar do que para mastigar. O comportamento é típico de passagem por áreas de abundância.
Com o regresso dos cetáceos a Lisboa, já há empresas a oferecer viagens de barco para observação de golfinhos no Tejo, potenciando o turismo de natureza na região.
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