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Associação alerta para riscos de central fotovoltaica no Marão

FAPAS alerta para riscos ambientais e paisagísticos na Serra do Marão, afirmando que o projeto compromete biodiversidade e turismo de natureza

Central fotovoltaica
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  • A Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade (FAPAS) opõe-se ao projeto fotovoltaico na Serra do Marão, que prevê 25 mil painéis e pode causar riscos ambientais, ecológicos, paisagísticos e sociais significativos.
  • O projeto de hibridização fotovoltaica do Parque Eólico de Penedo Ruivo, proposto pela EnergieKontor, visa produzir energia eléctrica com sistema fotovoltaico integrado ao parque já existente, com produção anual líquida de 24,86 gigawatt-hora.
  • A área de implementação é de 21 hectares, sendo cerca de sete ocupados por painéis solares, nos concelhos de Baião e Amarante, no distrito do Porto.
  • A consulta pública decorre até sexta-feira, tendo recebido, até às 11:50 de segunda-feira, 409 participações.
  • A FAPAS afirma que o projeto intensifica a artificialização e fragmentação da serra do Marão, aumenta erosão e altera a hidrologia, compromete habitats e a paisagem, e sugere escolher locais menos sensíveis para a energia solar, mantendo o foco no turismo de natureza.

A Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade (FAPAS) rejeita o projeto fotovoltaico na Serra do Marão, apresentado pela EnergieKontor, que envolve 25 mil painéis. A atuação é objecto de consulta pública e levanta riscos ambientais, ecológicos, paisagísticos e sociais, segundo a associação.

O projeto busca a hibridização fotovoltaica do Parque Eólico de Penedo Ruivo, com produção anual líquida de 24,86 GWh. A ideia é gerar energia elétrica combinando painéis solares com o parque já existente.

O EIA aponta uma área de implementação de 21 hectares, sendo sete ocupados por painéis. A localidade abrange os concelhos de Baião e Amarante, no distrito do Porto, com consulta pública até sexta-feira.

Até às 11:50 de hoje, já ingressaram 409 participações no portal Participa, segundo a equipa de avaliação. A FAPAS acusa o projeto de intensificar a artificialização da serra e a criação de novos acessos em cumeada.

A organização alerta para aumento de erosão, alterações hidrológicas e perda de habitats, o que poderá comprometer a resiliência ecológica face às alterações climáticas. Além disso, aponta prejuízo à paisagem e ao turismo de natureza.

A FAPAS questiona ainda a pertinência de deslocar o projeto, argumentando que não há ponderação suficiente de alternativas menos sensíveis e de efeitos cumulativos com o parque eólico existente.

A conclusão da associação é que, para uma verdadeira transição ecológica, é defensável recusar a implantação da central no Marão, sugerindo que a produção solar ocorra em locais menos sensíveis.

Segundo o EIA, a obra exige beneficiação de acessos e tem duração prevista de um ano, seguida de exploração de 30 anos. A FAPAS é uma ONG ambiental nacional, criada em 1990, com sede em Vila Nova de Gaia.

Contexto ambiental e social

  • Riscos apontados: erosão, alterações hidrológicas e perda de habitats.
  • Impacto no lazer e na identidade local, com efeitos no turismo de natureza.
  • Necessidade de avaliar alternativas de localização menos sensíveis.

Participação pública e cronograma

  • Consulta pública até sexta-feira; 409 participações registradas até hoje.
  • Processo em curso inclui avaliação de impactos e impactos cumulativos com o parque existente.

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