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Seis novas espécies de aranhas descobertas no Alentejo

Descobertas seis novas espécies de aranhas no Alentejo, incluindo uma que cuspa teia, com o estudo a avançar para descrever cada espécie

Exemplar de aranha do género *Scytodes*, que pertence ao grupo que serviu de inspiração para a história do Homem-Aranha
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  • Seis novas espécies de aranhas foram descobertas no Alentejo, na zona de Grândola, pelas equipas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C).
  • O trabalho envolve o biólogo Pedro Cardoso, que coordena a investigação, e o estudante Miguel Sousa; as espécies ainda não têm nomes atribuídos, mas já se sabe os géneros.
  • Entre as seis, uma pertence ao género Scytodes, conhecido por cuspir teias com veneno para capturar presas, e liga-se à aranha que inspirou o Homem-Aranha.
  • As restantes cinco aranhas pertencem a Dysdera (duas espécies), Harpactea (duas espécies) e Pelecopsis (uma espécie).
  • As amostras foram recolhidas na Herdade da Ribeira Abaixo, onde a estação de monitorização possui sensores de temperatura e humidade e armadilhas para capturar diferentes espécies, com tamanhos entre dois e 15 milímetros.

Seis novas espécies de aranhas foram descobertas no Alentejo, na Herdade da Ribeira Abaixo, perto de Grândola. A equipa liderada por Pedro Cardoso da FCUL e CE3C já iniciou o processo de descrição científica, após confirmar que as aranhas são desconhecidas até agora pela ciência.

A descoberta inclui uma aranha do género Scytodes, conhecida por cuspir teia com veneno. Esta espécie situa-se no grupo da aranha que inspirou o Homem-Aranha, exemplo de divulgação do estudo na região.

As outras cinco aranhas pertencem aos géneros Dysdera, Harpactea e Pelecopsis. Duas espécies integram Dysdera, depois surgem duas de Harpactea e uma de Pelecopsis, caracterizadas pela caça furtiva e por traços distintivos.

Investigadores e método de trabalho

A equipa de campo, entre 2024 e 2025, realizou amostras na estacão da Herdade da Ribeira Abaixo, que dispõe de sensores de temperatura e humidade, além de armadilhas para capturas diversas. O estudo foca-se na diversidade local.

Agora em laboratório, Cardoso trabalha com Miguel Sousa, estudante de mestrado, para descrever detalhadamente cada espécie. O processo envolve medições, desenhos científicos e comparações com outras espécies da área.

Os cientistas já identificaram diferenças consideráveis entre as aranhas, com tamanhos entre 2 mm e 15 mm, dependendo da espécie, e variações na disposição dos olhos, das teias e das pernas. O trabalho exige rigor técnico e revisão taxonómica.

Descampo geográfico e impacto científico

Os investigadores destacam que a serra de Grândola pode ter funcionado como ilha evolutiva, promovendo particularidade numa fauna única para estudo. O local assume-se, assim, como superfície de grande interesse científico.

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