- As praias da zona de São João da Caparica ficaram interditadas entre esta sexta-feira e segunda-feira para a alimentação artificial das praias do concelho de Almada.
- Durante a montagem e colocação na água da linha de repulsão de areias não estão asseguradas condições de segurança para pessoas e bens, pelo que é expressamente proibida a permanência na zona sinalizada.
- O incumprimento pode configurar contraordenação com coima entre trinta e cem euros, agravável até trezentos euros para pessoas coletivas.
- A empreitada, de 8,9 milhões de euros, é da responsabilidade do agrupamento entre a Agência Portuguesa do Ambiente e a Administração do Porto de Lisboa, financiada por fundos europeus (Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade) e pela Administração do Porto de Lisboa; tem prazo de sessenta dias e prevê a alimentação de um milhão de metros cúbicos de areia.
- A obra, retomada esta semana após suspensão devido ao mau tempo, tem como consórcio de execução a recuperação de areias nos areais da Costa da Caparica e São João da Caparica, com a fonte de sedimentos localizada no Canal da Barra Sul, na foz do Tejo.
As praias da zona de São João da Caparica estão interditadas entre esta sexta-feira e segunda-feira devido à operação de alimentação artificial de areias do concelho de Almada. A decisão partiu da Agência Portuguesa do Ambiente, com o objetivo de assegurar a segurança durante a montagem da linha de repulsão de areias.
Segundo a APA, não estão reunidas, neste período, as condições de segurança para acesso de pessoas e bens. A área interditada fica entre o pontão da praia de São João e o pontão de Santo António, onde é expressamente proibida a permanência, atravessamento ou circulação.
A violação da interdição prevê coima entre 30 e 100 euros, podendo chegar a 300 euros para pessoas jurídicas. A obra de reposição de areias estava suspensa desde novembro por condições meteorológicas adversas.
Consignada em 25 de setembro de 2025, a empreitada envolve a alimentação de 1 milhão de metros cúbicos de sedimentos, com um investimento total de 8,9 milhões de euros. O projeto é da responsabilidade do agrupamento de APA e Administração do Porto de Lisboa S.A., financiado por fundos europeus (PACS) e pelo investimento do Porto de Lisboa.
Os trabalhos retomaram esta semana, com um prazo estimado de 60 dias. A fonte de sedimentos fica na entrada do estuário do Tejo, no Canal da Barra Sul, onde se recolhe material para a reconformação da faixa costeira.
O relatório da APA, divulgado em março, sublinhou danos causados pelo mau tempo entre outubro e fevereiro no litoral continental, estimando 111 milhões de euros de investimento total. O objetivo é minorar impactos de tempestades ocorridas entre os ciclones Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta.
A avaliação aponta uma redução considerável do conteúdo sedimentar da maior parte das praias de Portugal, com 571 danos em 749 ocorrências reportadas. Numa perspetiva de curto a médio prazo, 86 obras são urgentes, com conclusão até ao fim do ano, e 40 a dois anos.
O presidente da APA, José Pimenta Machado, destacou já várias operações em curso ou contratadas, com investimentos significativos na Costa da Caparica, Espinho e Algarve, e a meta de avançar até maio com melhorias de acessos, passadiços e limpeza de praias.
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